Tudo começa no ano de 1598 quando durante uma missão diplomática na Pérsia em nome da Áustria, Robert Sherley, avistando a montanha de Behisthun, atraído por uma inscrição esculpida em relevo que havia nesta, também desperta a atenção de estudiosos da Europa Ocidental, chegando a conclusão de que se tratava do registro de uma cena a respeito da ascensão de Jesus aos céus. As interpretações bíblicas, incluindo as teorias como a de Cristo e seus apóstolos, as tribos de Israel ou Salmanasar l da Assiria, que por sua vez eram errôneas por parte dos Europeus, continuaram também nos dois séculos seguintes.

Lendas sempre existiram

Conta também a lenda que esta inscrição havia sido criada por Farhad, pois, uma vez sendo amante de Shirin, esposa de Cosroes, foi exilado nesta montanha por sua transgressão. Foi-lhe imputado a tarefa de perfurar a montanha para encontrar água; se conseguisse, teria permissão para casar-se com Shirin. Muitos anos depois, Farhad encontrou água, mas ficou sabendo por Cosroes que Shirin havia morrido. Farhad fica louco e se atira do alto penhasco. No entanto, Shirin não havia de fato morrido.

Quem foi Cosroes?

Cosroes, erroneamente conhecido por João Malalas como Perozes e talvez identificável como Ptasuardas de Teófanes, o Confessor, foi um nobre sassânida do começo do século Vl sob o reinado de seu pai, foi nomeado governador do Tabaristão com o titulo de XÁ de Padiscuargar (Padishkwargar Shah).

Cosroes l (em persa: Khosrau ou Khosrow), também conhecido como "O Justo", ou Cosroes da Alma Imortal, foi o vigésimo xá sassãnida da Pérsia.

Governou de 531 a 579 a.C.. Reinou por quarenta e oito anos.

Mas toda a história começa com um sujeito chamado Dario l.

Dario l foi um imperador persa que surge no final do século Vl a.C.

Diz a história que depois de ser realizada uma reunião entre os principais chefes das grandes famílias persas, Dario foi eleito o novo imperador persa. Conta-se também que em seu governo foram observadas diversas formas políticas que fortaleceram a autoridade do então Imperador.

Estudiosos creem que Dario quis colocar a inscrição em lugar inacessível para mantê-lo a salvo de modificações. Sua legibilidade desempenhou um papel secundário, pois o texto é completamente ilegível a partir do solo.

A Bíblia já relatava esta história mesmo antes da descoberta desta inscrição por Robert Sherlei.

Também conhecido como "Dario O Grande", logo após a morte do imperador Balzasar, "O Medo" assume o reino e é considerado um gênio político. A área dominada por ele entende oito milhões de km. (tr.Bíblica). (Leia Daniel 5:30-31). ("30-Naquela mesma noite foi morto Belzasar, rei dos caldeus.

31- E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino").

Dario dividiu o reino em 120 províncias e Daniel foi um dos três presidentes sobre todos os príncipes, gerando inveja desses que acabaram por colocar o rei contra Daniel. Dario manda lançar Daniel na cova dos leões. Fato histórico também citado pela Bíblia no livro do profeta Daniel 6:9-16.

Daniel, 6:9-16.

A Bíblia relata no livro do profeta Daniel que o rei Dario estabeleceu em decreto que ninguém poderia prostrar-se diante de outros deuses. Foi então que Daniel mesmo sabendo disto, entra em sua casa e de frente a janela que dava para o lado de Jerusalém se coloca de joelhos a orar ao seu Deus, e isso fazia três vezes ao dia.

Os homens do rei, sabendo de tal feito o entregaram ao rei. Dario então manda que joguem Daniel na cova dos leões mesmo contra a sua vontade, pois tinha por Daniel um certo apreço.Assim disse o rei a Daniel: "O teu Deus a quem tu continuamente serves, que ele te livre".

Foi então que Dario presenciou um fato inusitado - "O jejum dos leões".

(Daniel 6:17-23).

Foi colocada uma pedra sobre a boca da cova. Então, o rei foi para o palácio e passou a noite em jejum . O rei perdeu o sono e quando amanheceu o dia foi até a cova dos leões. Então chamou por Daniel perguntando-lhe se o seu deus o havia livrado e Daniel responde ao rei: O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões porque em mim não achou culpa.

O versículo 23 declara.

"Então o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus".

Estudo sobre o teor da pedra.

Já no século X, um escritor árabe havia mencionado esta pedra. Somente em 1835, Henry C.Rawlinson a examinou in-loco. Essa pedra foi cortada na face perpendicular de um monte de 565 metros de altura que fica perto de Beisthún, hoje Kermanshah, a oeste doIrã, na estrada que ligava Babilônia a Ecbatana e outros centros orientais do império persa.

A inscrição fica a mais de 75 metros acima do vale. Por quatro anos, Rawilinson teve como tarefa copiar o texto esculpido nela.

O que havia na inscrição?

  • Em 516 a.C. Dario l mandou cortar no penhasco um painel de (16,5 mt x 8m) em baixo relevo. A figura de Dario contida na pedra foi esculpida em tamanho natural, representando a cerimônia da submissão dos seus rivais rebeldes por ele sub-julgados. A obra teve seu termino no ano de 510 a.C.
  • Embaixo do painel e ao lado, foi lavrada a inscrição narrando sua vitória sobre os rebeldes escrita em três línguas: (4 e 1/2 colunas na persa antiga, 3 colunas em elamita, 5 colunas "Cunifórme acadiano" ababilônico).
  • Uma vez que conhecia o persa antigo, Rawilinson decifrou-o primeiramente, depois fez o mesmo com o elamita, e por fim o Cuniforme Babilônico com suas centenas de símbolos. Esse trabalho foi terminado em 1846.

Foto da inscrição:

O texto antigo persa contem 414 linhas em cinco colunas; O em elamita inclui 593 linhas em oito colunas e o babilonico tem apenas 112 linhas.

A inscrição foi ilustrada com um texto em relevo da vida de Dario, dois servos e dez figuras de um metro de altura, que representam as diferentes cidades conquistadas. O deus Ahura Mazda, representado como Faravahar, é mostrado flutuando sobre o conjunto de figuras enquanto abençoa o rei.

Aproveitando a forte cultura militar do povo persa, Dario ampliou ainda mais os limites do seu reino ao conquistar as planícies do rio Indo e a Trácia. Essa sequencia de conquistas só foi interrompida em 490 a.C. quando os gregos venceram a "Batalha de maratona".

História da Maratona

Em toda as escolas da Grécia é encontrada a história épica da Batalha de Maratona (uma planície de cerca de 40 km de Atenas), no ano de 490 a.C., quando 7000 guerreiros gregos derrotaram 20000 invasores persas.

Depois da batalha, um corredor solitário foi enviado de Maratona a Atenas para contar ao povo o grande triunfo. Quando chegou ao centro de Atenas, completamente exausto, apenas conseguiu gritar uma frase: "Neniki Kamen",(Ganhamos), e, em seguida sofre um colapso e morre.

Surge então um esporte que recebe o nome de "Maratona".

A distância da "Maratona" foi escolhida para igualar a distância corrida pelo soldado grego, que foi da cidade de Maratona até Atenas em 490 que foi de 42 km.

Qual a importância da pedra de Beithsum?

Esta inscrição trilíngue tornou-se a chave do Cuniforme Babilônico e consequentemente da Mesopotâmia (Babilônia, Assíria, Média, Ela e etc.).

A inscrição de Behistsúm foi declarada Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco no ano de 2006. Abrange uma área de proteção de 187 ha e uma área de respeito de 361 ha.

O monumento sofreu alguns danos na Segunda Guerra Mundial, pois os soldados britânicos a usavam para pratica de tiro. O rosto de Ahura Mazda esta completamente destruído. É uma lastima.

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