O que vem à sua mente quando ouve falar no fim do mundo? Bem, existem opiniões bem distintas sobre esse assunto. Porém, esse artigo tem o objetivo de evidenciar algo curioso que tem ocorrido e que realmente nos faz pensar na situação que vemos nos dias de hoje.

O relógio do fim do mundo

Alguma vez você já leu sobre esse relógio? Particularmente, eu conheci a pouco tempo e achei realmente algo bem curioso. Este relógio foi criado em 1947 pelo comitê de diretores do Bulletin of the Atomic Scientists (Boletim dos Cientistas Atômicos - em tradução livre) da universidade de Chicago. Ele é um instrumento simbólico onde é possível saber a quantos minutos a sociedade humana está para a meia-noite - horário esse que, quando alcançado, indicaria a destruição total por consequências de uma guerra nuclear.

Bem, cerca de dois anos antes da criação deste relógio foi quando ocorreram os lançamentos das bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki durante o período final da segunda guerra mundial, em 6 e 9 de agosto de 1945 respectivamente.

O resultado dessas explosões foram milhares de mortos.

Em 1947, quando o relógio foi criado, marcava 23h53 - apenas 7 minutos para o fim do mundo. Bem, depois disso seu horário foi ajustado de acordo com os acontecimentos mundiais.

A última mudança de horário ocorreu em 26 de janeiro desse ano, onde passou então a marcar 23h57min30 - 2 minutos e 30 segundos para meia-noite.

E quais foram os motivos elencados para esse ajuste?

Aumento do nacionalismo, comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as armas nucleares, a ameaça de uma renovada corrida armamentista entre os EUA e a Rússia e a descrença no consenso científico sobre a mudança climática pela Administração Trump.

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Quando o relógio será ajustado novamente?

Em 29 de agosto de 2017, a Coréia do Norte fez um novo teste de míssil [VIDEO] que sobrevoou o território do Japão, o que gerou muita tensão no cenário mundial. Hoje (02 de setembro de 2017) os EUA e a Coréia do Sul concordaram em rever um tratado bilateral de 43 anos que limita o número e alcance dos mísseis balísticos de Seul, afirmou neste sábado o gabinete do presidente sul-coreano Moon Jae-in.

De acordo com a nota oficial, "os dois líderes concordaram com a revisão da diretriz de mísseis para um novo nível desejado pela Coreia do Sul, partilhando da opinião de que era necessário fortalecer as capacidades de defesa de Seul em resposta às provocações e ameaças da Coreia do Norte".

A nota afirma, ainda, que é importante aplicar sanções e pressão máximas sobre a Coreia do Norte, e que a intenção é fazer com que o país vizinho pare com as provocações e sente à mesa de negociações para tratar do seu programa nuclear.

Este cenário realmente nos faz pensar: pode ser que o relógio esteja atrasado.