É muito comum ouvir, em uma roda de amigos, que alguém passou por uma situação um tanto quanto angustiante na noite anterior: Acordaram no meio da noite sem conseguir mexer o próprio corpo. Relatam, ainda, que tinham total noção do que estava acontecendo ao seu redor e dizem que a sensação é de estar preso dentro do próprio corpo. O nome deste fenômeno é paralisia do sono. Estima-se que dois milhões de pessoas em todo o mundo sofram deste distúrbio que, apesar de angustiante, não é tão perigoso quanto parece.

Dalva Poyares, presidente da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS), em uma entrevista ao portal de notícias IG relatou que a tal paralisia pode ser rápida, ou seja, durar segundos, ou pode ser mais prolongada e durar minutos, e que uma em cada 25 pessoas tem algum grau deste distúrbio, que não chega a significar uma doença.

A estatística que diz que há dois milhões de pessoas afetadas por tal distúrbio, isso se refere somente aqueles que sofrem alguma mudança neurológica decorrente da paralisia do sono. Entretanto, a real estimativa é de que 300 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem ou sofrerão de uma interrupção temporária dos movimentos, mas sem maiores consequências.

De acordo com Dalva, a paralisia do sono ocorre na fase REM (Rapid Eye Movement), que se trata de uma fase específica que dura, em média, 25% do tempo de sono recomendado, que é de oito horas, ou seja, dura duas horas. Neste período ocorrem os sonhos mais complexos que as pessoas têm durante todo o período que estão dormindo. Muitas vezes, são destes sonhos que as pessoas lembram quando acordam.

É na fase REM que, também, ocorre um fenômeno chamado antonia muscular, que é um relaxamento natural dos músculos, que fazem com que as pessoas não consigam se mexer, e isso é extremamente saudável, pois, evita movimentos que possam causar lesões, como, por exemplo, se a pessoa sonhasse estar em uma luta.

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Tenha em mente que há um tratamento para a paralisia do sono quando o distúrbio se torna frequente. Entretanto, são raros os casos que necessitam de uma intervenção médica e de medicamentos. Tais tratamentos são mais utilizados quando a paralisia do sono é decorrente de outros problemas, como a narcolepsia e outras doenças psicológicas.

Uma dica para sair rápido deste estado é se concentrar nas partes que ainda são passíveis de movimento, como, por exemplo, os olhos e a ponta dos dedos. Tente movê-los para que a paralisia do sono cesse mais rapidamente.