Algumas vezes podemos nos sentir limitados, paralisados, incapazes diante de uma situação, queremos agir, mas não conseguirmos. O cérebro pode ser divido em três estruturas bases, sistema reptiliano, sistema límbico e sistema neocórtex. São essas as estruturas que ditam o Comportamento humano e explicam o porquê das nossas reações.

Sistema reptiliano

O sistema reptiliano é o sistema primitivo que faz parte de todos os animais que conhecemos mais comumente na escala evolutiva.

Localizado na base inferior do cérebro, próximo à espinha dorsal, esse sistema é responsável pela sobrevivência e processa informações com base instintiva a respeito de sentimentos de medo, agressividade e prazer.

O cérebro reptiliano é importante, pois automatiza certos comportamentos e reações que de outra maneira não atenderiam a necessidade de tomada de decisão imediata a fim de garantir a sobrevivência do indivíduo, como, por exemplo, fazer com que se remova imediatamente a mão ao encostar em uma panela quente, girar o volante de um automóvel na intenção de evitar um atropelamento ou ainda estender nossas mãos com propósito de proteger nossa cabeça quando temos uma queda.

Contudo, o cérebro reptiliano é simples e processa toda as informações segmentando-as entre ameaça ou prazer. Como muitas das atividades cotidianas não oferecem um perigo real que justifique o comportamento, depender completamente desse sistema em todas as situações pode fazer com que se leve uma vida limitada sem nunca explorar as reais capacidades.

Sistema límbico

Já o cérebro límbico é um sistema um pouco mais evoluído que processa informações mais complexas, como emoções, impulsos motivacionais e a sensação de satisfação e prazer.

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Localizado na parte central da estrutura cerebral, faz parte dos cérebros dos mamíferos na escala evolutiva.

Pode-se ver seu comportamento em ação, por exemplo, quando o cão abana freneticamente a cauda por ver o dono chegar em casa, quando se vibra com uma partida de futebol, quando se ouvi uma música, se assisti a uma apresentação ou ainda quando se está apaixonado por outra pessoa.

O sistema límbico é responsável por associar situações positivas a emoções positivas e situações negativas a emoções negativas.

Sem essa estrutura, por exemplo, se reagiria sempre a uma dada situação de uma mesma forma. Por exemplo, ao se ouvir um forte barulho que assuste, o sistema reptiliano atuaria e a pessoa tenderia a fugir para se proteger.

Porém, se sempre que ouvisse mesmo barulho fosse fornecida uma recompensa, digamos, R$ 50, iria-se vivenciar essa situação não mais como uma ameaça e é o sistema límbico que é responsável por fazer essa conexão.

Da mesma maneira, algumas dessas conexões internas podem não representar a realidade do mundo. Algumas crenças que se toma como verdade desde a infância e aprendidas em nos círculos sociais ao longo da existência, como, “pessoas não são confiáveis”, “ninguém está interessado em mim”, “eu não consigo fazer isso”, “só é possível ser rico de forma desonesta”, dentre outras, são crenças de apelo emocional que não são verdadeiras.

Apesar das emoções serem importantes e ditarem a razão e o significado de tudo o que se faz, não se pode tomar decisões importantes levando apenas elas como base.

Sistema neocórtex

Cada pessoa possui em sua estrutura cerebral o sistema reptiliano, o sistema límbico e o sistema neocórtex. Contudo, apenas utiliza apenas um desses sistemas de forma confortável. Localizado na parte frontal da estrutura cerebral, o neocórtex é o sistema mais evoluído do cérebro que faz parte dos primatas superiores e o do ser humano.

Tem atuação nas tarefas motoras, como movimentação, pela capacidade de raciocinar logicamente, de falar, escrita, leitura, expressão artística e criatividade. Um dos aspectos mais interessantes de como o cérebro funciona passa pelo mecanismo de autorregulação, ou seja, como o cérebro se comporta de maneira automática, ora reagindo de um jeito, ora de outro. Por exemplo, muitas pessoas fazem referência ao estresse dizendo que se sentem bloqueadas nessas situações.

Pesquisas recentes mostram que quando se encontra situações estimulantes e positivas se usa basicamente o sistema neocórtex e límbico. Quando se está estressado, em que predominam o medo e a ansiedade, tende-se a utilizar o sistema reptiliano e límbico.

Esse comportamento do cérebro ocorre porque em caso de perigo percebido a pessoa sofre uma descarga do hormônio do cortisol, que corta a comunicação neuronal entre o neocórtex e o sistema reptiliano. Nessas situações fica-se tão inteligente quanto um animal que apenas reage a estímulos externos e instintivos onde a pessoa tende a ficar paralisado, fugir e em último caso lutar.

Para minimizar esses cenários onde a pessoa é apanhada de surpresa e fica paralisada é necessário que faça um esforço consciente de como reagir a uma dada situação. Muitos dos comportamentos são instintivos e repetitivos, após a situação ter se normalizado a pessoa se arrepende e gostaria de ter reagido de uma outra maneira aquela situação.

Dessa forma, é essencial que essas ocorrências se tornem menos estressantes e ter a atuação do neocórtex para melhor atingir os objetivos. A mudança pode ser lenta, mas é possível. Não se pode ficar reféns dos medos e crenças impostas na mente, sem nunca atingir o real potencial. A mudança é uma batalha interna contra a única pessoa que realmente pode nos derrotar, nós mesmos. Desistir ou não é uma escolha consciente e não agir em busca do que lhe faz feliz é uma ação por si só.

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