Para uma família, é extremamente importante a total abertura dos seus membros para conversas dos mais diversos assuntos. Porém, a sexualidade ainda é um tabu para diversos pais e filhos ao redor do mundo e, em algumas ocasiões, os responsáveis preferem perguntar a terceiros ou tentar descobrir do que o filho ou filha gosta sexualmente falando.

Em um vídeo publicado no YouTube, um pai resolveu descobrir na marra qual é a preferência sexual de seu filho. Ele suspeitava que o rapaz era gay e preferiu esconder uma câmera para fazer uma descoberta sem seu filho saber. O vídeo já ultrapassou os 420 mil acessos no site de vídeos.

A forma escolhida pelo pai para descobrir se o rapaz era gay foi usar uma garota bem bonita como "isca". Se insinuando para o rapaz, a garota disse várias vezes que queria transar com o ele, que não ficou nem um pouco acanhado: passou a mão no bumbum [VIDEO]da moça várias vezes e ainda tentou beijá-la em outros momentos.

O pai, ao ver que o filho era hétero, vibrou de alegria, dizendo que achava que havia "perdido" seu filho. O vídeo foi produzido pelo canal "To Catch a Cheater". O comportamento do pai foi reprovado por usuários do canal, que taxaram a produção de homofóbica.

A sociedade ainda tem propagado algumas atitudes homofóbicas. No Brasil, por exemplo, foi liberado por um juiz que a homossexualidade fosse tratada como doença por psicólogos, a chamada cura gay.

Acontece que a Organização Mundial da Saúde deixou de considerar a homossexualidade doença há várias décadas.

A decisão do juiz do Distrito Federal foi vista como um grande retrocesso para o país e gerou diversas demonstrações de repúdio por parte da classe artística esta semana. Brasileiros e estrangeiros falaram do caso.

O Conselho de Psicologia recorreu da decisão que liberou o tratamento da reversão sexual. A entidade teve apoio da Ordem dos Advogados do Brasil [VIDEO], a OAB. Em nota, o conselho afirma que a liminar decidida pelo juiz abre uma possibilidade perigosa de uso de terapias de reorientação sexual. A ação movida por psicólogos que defendem a prática não tem embasamento científico e viola os direitos humanos.

O deputado federal Orlando Silva, do PCdoB-SP, acionou o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para que sejam tomadas providências em relação ao juiz que teria tomado uma decisão que afronta princípios constitucionais e vai contra a promoção da cidadania e inclusão social. O parlamentar afirma que a decisão enfraquece qualquer ação que tente contribuir para o fortalecimento da educação e consciência dos direitos e valores do cidadão.