O bilionário americano Warren Buffett destoa dos costumeiros donos da grana que fazem questão de ostentar seu patrimônio e seu modo de vida. Aos 87 anos, o “Oráculo de Omaha” é uma pessoa afortunada em todos os sentidos: segundo levantamento da revista Bloomberg, Warren tem em seu bolso aproximadamente US$ 75 bilhões.

É de fazer inveja, não é mesmo? Porém, o que é mais invejável ainda está no fato do tipo de vida que o magnata escolheu: uma vida simples.

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Para se ter uma ideia, Warren Buffett mora na mesma casa que comprou em 1957 por US$ 31 mil e não tem avião particular ou outro meio de transporte aéreo. Ao invés disso, prefere se locomover pelo transporte público.

Também não é dado a aparecer em festas, já que prefere um bom jogo de carteado.

O início

Nascido em 1930, em Omaha, estado de Nebraska (no Centro-Norte dos Estados Unidos), Warren passou sua infância em meio aos homens de Negócios da época. Seu pai era corretor de ações. Isso representava um sinal do destino para o pequeno Warren: ganhar dinheiro com um negócio próprio.

A sua primeira tentativa nos investimentos foi aos 11 anos, quando comprou três ações por US$ 38 cada da Cities Services Preferred. Confiando em seu senso, viu os papeis da referida companhia cair em seu preço, mas não desanimou e preferiu tê-los em posse. Quando as ações subiram para US$ 40, resolveu vendê-las. Esse fato serviu de lição para uma das premissas que Buffett manteve durante sua vida: compre, mas mantenha seu investimento.

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Durante o Ensino Médio, Warren e um amigo adquiriram um negócio que girava em torno de máquinas de fliperama. Ele fez uma proposta ao amigo: Warren compraria a máquina e o amigo se encarregaria de arrumá-la. O próximo passo seria convencer o barbeiro da cidade a deixá-la instalada nos fundos de seu estabelecimento.

Assim, os clientes poderiam jogar enquanto esperavam na fila para cortar o cabelo. O lucro seria dividido entre o “Oráculo” e seu amigo. Deu tão certo que, na primeira noite, o fliperama rendeu US$ 4. Em vez de gastar, os dois jovens decidiram expandir a ideia. Logo, as máquinas estavam instaladas em praticamente todas as barbearias da cidade. Após um ano, Buffett vendeu o negócio por cerca de US$ 1.000.

Mas o adolescente enveredou por outros empreendimentos: entrega de jornais, lavagem de carros, venda de balas de goma e refrigerantes. Nessa nova fase, conseguiu uma “pequena fortuna” de US$ 53.000 (em valores atualizados). Com todo esse dinheiro, Warren não queria estudar.

No entanto, por causa da pressão paterna, [VIDEO] foi estudar na Pensilvânia e se tornou mestre em 1951. Decide regressar para Omaha, trabalhando com seu pai por três anos.

Curva ascendente

Em 1956, funda seu próprio negócio, a Buffet Partnership Ltd. e, no final da década de 1950, já tinha sete empresas parceiras. Aos 32 anos, Warren Buffett era um milionário. [VIDEO]

Consolidado, resolveu fundir as parcerias e investiu no ramo têxtil, a Berkshire Hathaway. Mais tarde, no final dos anos 1960, nova mudança de curso: o “Oráculo” transformou a Berkshire numa companhia de seguros.

Sua evolução financeira pode ser medida entre os anos de 1982 e 1983; no primeiro ano, tinha um patrimônio de US$ 376 milhões. No ano seguinte, as cifras fecharam em US$ 620 milhões. Três anos mais tarde, já era considerado um bilionário.

Em 1988, Warren Buffett comprou 7% das ações da Coca-Cola. Investindo US$ 1 bilhão na empresa, obteve um retorno 16 vezes maior ao longo do tempo.

Filantropia dos gigantes

No ano de 2010, Buffett e Bill Gates se uniram em torno do “Giving Pledge”, nome de uma instituição de caráter filantrópico para ajudar diversas causas de caridade. Os dois homens mais ricos do mundo também combinaram de doar metade de suas riquezas para a caridade quando embarcaram no projeto. Desde sua criação, mais de 150 pessoas aderiram à causa, incluindo o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.

Em 2011, Warren Buffett foi homenageado com a Medalha Presidencial da Liberdade, condecoração recebida das mãos do presidente Barack Obama.