O consumo de filmes adultos na internet ainda é uma febre. Os dados confiáveis mais recentes, ainda são os que foram divulgados em julho de 2017 pelo PornoHub, que já tem mais de dez anos no mercado e que só fica atrás de sites como o Google e de compras (é o 37º site mais acessado do mundo). São 75 milhões de acessos por dia e mais de 10 milhões de vídeo inserido na plataforma.

Os números não deixam mentir: o mercado erótico na internet ainda é uma sensação. A juventude da atualidade, por exemplo, sai em vantagem ao ter sites com vídeos pornográficos gratuitos e disponíveis a qualquer momento, realidade bem diferente das juventudes dos anos 90.

Mas embora os números garantam o sucesso do ramo, dentro do furacão as coisas são bem diferentes. Os bastidores da indústria adulta é grotesco, bizarro e cheio de coisas curiosas, desde o uso de pasta de dente para imitar esperma, até o desconforto causado em algumas cenas. As revelações são de uma das musas do pornô, Soraya Carioca.

Atriz faz revelações da indústria

Em entrevista ao Yahoo Notícias, a atriz com mais de 800 cenas gravadas, fez declarações bombásticas, como as relacionadas a salário. De acordo com Soraya antes as produtoras pagavam as atrizes pelo seu currículo, mas hoje é por cena. Ela classifica os ganhos como patético, embora não revele os números, e afirmou que faz programa ao insinuar que precisa se valer deste meio para conseguir arrecadar dinheiro.

Sexo sem prazer: tudo é combinado

Sexo de verdade? Pode tirar o cavalo da chuva.

"Nada é aleatório. A gente começa a cena já sabendo as posições que devem ser feitas e a estimativa de tempo de cada uma. O diretor diz que tem três minutos para a posição tal, depois quatro minutos na outra", disse a atriz. E ainda que para muitos Soraya Carioca seja uma excelente atriz, chegando a ganhar o Prêmio da Indústria de filmes adultos de 2016 por melhor cena se sexo anal, ela revela que as gravações não têm nada de prazer, "são brochantes", revela.

Tanto é verdade que Soraya afirma ao Yahoo! que cerca de 98% das atrizes fingem orgasmo nas cenas. Ela detalha que algumas até conseguem "porque usam anabolizantes, esteroides, hormônios e têm um tesão fora do normal", mas no geral, é difícil atingir o ápice do prazer.

E se você pensa que os marmanjos esbanjam virilidade, Soraya derruba por terra todas as suas certezas: a atriz afirma que 99% tomam remédio antes da cena. O orgasmo dos homens também são fingidos na grande maioria. Soraya diz que há até uma mistura de pasta de dente, e de hidratante branco com lubrificante que elas usam pelo corpo quando o ator não consegue "chegar lá".

"A gente espelha a mistura no corpo ou põe na boca quando o diretor faz o corte de câmera na cena, daí ninguém percebe", afirma.

Segurança para a saúde

A segurança, existe, ela não nega. Três produtoras brasileiras que fazem filmes sem camisinha com o elenco, pagam caro para a realização de exames que asseguram a ausência de problemas de saúde nos atores, como HIV, sífilis e gonorreia. O que não existe mesmo é o prazer nas cenas que grava. Ela diz que raramente consegue se sentir confortável. "Em algumas posições, parece que esquartejaram a gente e colaram os pedaços depois. Fico toda quebrada, passo uma semana com dor na coluna". Por isso a atriz derruba um grande mito do mundo moderno: atrizes pornôs não são como nos filmes, na vida real. "Não, não são prazerosas", detona.