Juan Pablo Escobar, filho do conhecido traficante de drogas colombiano, Pablo Escobar Gaviria, lançou recentemente seu segundo livro "Pablo Escobar: o que meu pai nunca me disse" no programa de notícias mexicano "Despierta con Loret".

Escobar disse que seu pai conversava com ele desde os sete anos sobre sua atividade criminosa, e com a aparição de séries bem-sucedidas [VIDEO] sobre o tráfico de drogas, ele não entende como esse papel é "glorificado". "As gangues de drogas não estão ligadas à realidade, glorificam atividades criminosas e agora todos os jovens querem ser como Pablo Escobar", diz ele.

"Após a morte de meu pai, recebemos ameaças de morte.

Eles me ameaçaram porque não me tornei um narcotraficante. Minha vida valia quatro milhões de dólares, mas, felizmente, não há ninguém que paguer”, conta o filho do narcotraficante, assegurando que com a arma na mão, os inimigos de seu pai o procuraram para recolher todo o dinheiro que havia sobrado com ele.

Juan Pablo Escobar esteve no México para apresentar seu livro na Feira do Livro de Guadalajara. Nele, ele narra o que significa ainda hoje ser filho do traficante de drogas mais sanguinário da história. "Falei com líderes paramilitares, guerrilheiros e até mesmo com o filho do cartel de Cali e com mais filhos de narcotraficantes da época. Eu tive a grande oportunidade de me reconciliar com todos eles”, diz ele.

Além disso, o arquiteto narrou a maneira de operar de seu pai na rota conhecida como "o trem".

"Meu pai enviou da Colômbia a Miami cerca de 20 pessoas por semana com um total de 800 quilos de coca. Os agentes corruptos da DEA e o pessoal do aeroporto e da companhia aérea cobravam uma taxa de cerca de US$ 3.000-3.500 por cada quilo de coca que deixaram passar. Os agentes da DEA permitiram isso. Como eles alegaram, meu pai empurrou um total de 800 milhões de dólares, enquanto os agentes americanos ganharam 400 milhões. No entanto, ninguém conhece os nomes dos proprietários do cartel de Miami ou de qualquer um dos Estados Unidos. O mundo só conhece os narcotraficantes da América Latina ".

O filho de Pablo Escobar explicou também a influência que o tráfico na Colômbia teve sobre o México e conta que hoje os papéis estão invertidos, uma vez que antes a Colômbia influenciava o México e, atualmente, o vizinho dos Estados Unidos é muito maior nesse sentido.

Juan Pablo deixou claro que não pode entrar nos Estados Unidos. "Eu não posso entrar nos #EUA, não tenho visto, porque não sou narco, não me dão (visto) por isso", explicou ele em tom de ironia.

Ele acrescentou ainda sua opinião sobre a legalização das drogas, explicando que para o Estado ter controle sobre os entorpecentes e diminuir o poder das organizações criminosas ele mesmo deveria legalizar e gerenciar esse “mercado”, isso consequentemente diminuiria muito a violência. #Famosos #Curiosidades