Muitos impérios e cidades milenares que em certo momento da história humana viveram os seus dias de glória, hoje permanecem esquecidos por muitos, sem sequer chegar a lembrar o apogeu de outrora. Tal realidade não é nem um pouco diferente com a cidade antiga de Esparta, na Grécia.

Aliás os tesouros da antiga arte grega foram constantemente saqueados e destruídos, como é do conhecimento de todos, por romanos, cruzados franciscanos, por chefes militares e diplomáticos de outros países, cujo representantes mais conhecido é o lorde Elgin.

Porém, grande parte dessa pilhagem é oriunda também dos turistas e dos emissários dos museus, das universidades e dos reis de Europa, os quais desembarcaram em território grego por ocasião da ocupação selvagem dos turcos otomanos no país.

Os saqueadores mencionados no parágrafo anterior tinham o único objetivo de armazenar manuscritos, moedas, registros em geral e outros trabalhos de arte.

Por outro lado, o que pode passar desapercebido para muitos amantes e simpatizantes da Grécia é que nenhuma dessas pessoas conseguiu superar em destruição e ganância o abade Michel Fourmont (1.690/1.746), enviado especial do rei Luis da França à Grécia. [VIDEO]

O religioso Fourmont não só fez questão de usurpar os tesouros ancestrais da Antiga Grécia, mas superou a Elgin na destruição e aniquilamento das antiguidades construídas através dos séculos pelos gregos.

Sob a desculpa de se estudar os monumentos e buscar por inscrições, o francês não poupou esforços danosos nas suas incursões por Atenas, Salamina, Megara, Peloponeso e Mani. Tanto é assim, que Fourmont confessou no seu diário ao conterrâneo Conde Maurepas em sua turnê pela Grécia em 1.729, que ele liderou diretamente por mais de um mês, a 60 trabalhadores na destruição da cidade de Esparta, pondo abaixo quatro torres antigas dos espartanos.

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Ainda no mesmo documento o abade frisou que locais como Mantineia, Estínfalo, Tegeia e especialmente Nemea e Olímpia [VIDEO] mereciam uma atenção mais profunda dele e da sua equipe de destruidores. Fourmont ordenou que se construíssem muitas estradas em busca de antigas cidades, o que levou a destruição de Troizina, Ermioni, Tirintha e a meia Acrópole de Argos.

O próprio “pesquisador” da França confessou que atuou em Mani, região de Esparta por seis semanas, destruindo suas paredes, templos, sem deixar pedra sobre pedra, inclusive abalando as fundações do templo do deus Apolo que ali existia.

Quem de fato foi Fourmont? Um louco? Um inimigo fanático das antiguidades gregas? Ou de tudo isso um pouco? Fato é que esse representante real da história foi o principal responsável por destruir as antigas Esparta, Troizina e Ermioni.