O holandês Vincent Van Gogh é, sem dúvidas, um dos maiores #artistas da História; suas obras mais conhecidas - que em sua totalidade retratam naturezas-mortas, autorretratos, retratos e paisagens - pintadas à óleo, contribuíram expressivamente para as bases da #Arte moderna. Ao todo, são cerca de 860 pinturas à óleo conhecidas pela público, além de mais de mil outros trabalhos, produzidos em pouco mais de uma década, a maioria, pouco tempo antes da morte do pintor.

Agora, um novo segredo foi adicionado à lista de fatos curiosos e interessantes a respeito do artista. Suas telas à óleo tem como característica marcante a impulsividade e a expressividade das pinceladas, carregadas com grandes quantidades de tinta em cores vibrantes e dramáticas.

Entre estas grossas camadas de tinta, utilizadas parra dar profundidade visual a cada tela, a conservadora Mary Schafer, do museu Nelson-Atkins, em Kansas, Estados Unidos, encontrou algo inesperado; em uma da pinturas que compõe a série ''Oliveiras'', há o exoesqueleto de um gafanhoto, preso lá há 128 anos. Sabe-se que a série ''Oliveiras'', também chamada de ''As Oliveiras'', foi pintada durante a estadia de Van Gogh na clínica Saint-Rémy, por volta de um ano antes da morte do pintor. Schafer esperava que os restos mortais do inseto ajudassem numa datação mais precisa do quadro.

Para o diretor do museu, Julian Zugazagoitia, o inseto ficou preso lá porque o pintor costumava trabalhar ao ar livre.

Em comunicado oficial do museu, a equipe explica que o achado, embora simples, foi um dos resultados emocionantes que surgiram em decorrência de um estudo para compreender o processo de criação do pintor holandês.

Os restos do inseto não podem ser vistos em observações casuais pelos visitantes do museu devido ao tamanho bastante reduzido e por estarem, em grande parte, recobertos de tinta. No entanto, o museu apontou que o inseto foi achado na parte inferior da paisagem. A conservadora Schafer explica que não é incomum que insetos ou materiais orgânicos vegetais sejam observados em obras realizadas ao ar livre.

Após a descoberta, a equipe do museu chamou Michael S. Engel, paleontologista e professor da Universidade de Kansas para um estudo mais detalhado. Engel apontou que o abdômen e o tórax do inseto não estavam presentes, e que não havia sinal de qualquer tipo de movimentação na tinta ao redor, sugerindo que o gafanhoto já estava morto ao cair na tela do pintor. Neste caso, os restos do inseto não servirão para uma datação mais exata da obra.

Certa vez, em uma de suas cartas ao seu irmão Theo, Van Gogh teria descrito suas sessões de pintura ao ar livre, narrando que as telas acabavam recebendo moscas e outros insetos, sem contar o pó e a areia que o vento trazia ao encontro da tinta. Ele conta ainda que, no transporte das telas, os arbustos ao redor arranhavam partes da pintura. #Curiosidades