Não é novidade para ninguém que os Estúdios Disney possuem um histórico generoso de polêmicas a respeito de suas animações. Apesar de ser conhecida por divertir crianças de todas as idades, a Disney já exibiu alguns temas pesados em seus filmes e desenhos, dentre eles situações de racismo explícito, uso de drogas e álcool e até mesmo cenas de nudez ou de insinuação sexual.

Atualmente mais atenta a estas questões, a maior produtora de animações do mundo tem tentado se redimir de anos de controvérsias, mensagens subliminares e polêmicas envolvendo seus personagens mais tradicionais.

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Suas últimas produções, da febre Frozen - Uma Aventura Congelante (2013) até as mais recentes, Moana: Um Mar de Aventuras (2016) e Viva - A Vida é uma Festa (2017), têm sido bastante elogiadas não somente pela beleza e riqueza visual, bem como por suas mensagens atuais, mais realistas e carregadas de empatia ao próximo.

Mas, como nem sempre foi assim, confira abaixo as cinco maiores controvérsias envolvendo os Estúdios Disney [VIDEO]:

Uso de álcool e drogas

Diversos filmes da Disney mostram seus personagens consumindo bebidas alcoólicas e drogas (lícitas e ilícitas). Atualmente, tal cena seria inaceitável em um filme infantil, mas há alguns anos o personagem Dumbo aparecia bebendo champanhe em sua animação, bem como Pinóquio fumava despreocupadamente.

Já em Alice no País das Maravilhas, diversas referências inegáveis ao uso de diversos tipos de drogas não somente estão presentes ao longo de todo filme, como, na verdade, constituem parte essencial da trama.

A lagarta fuma e Alice consome cogumelos.

Propaganda de guerra

O personagem Pato Donald protagonizou uma animação na qual sofria os horrores do regime nazista. Nela, o pato mais famoso do mundo trabalha em uma fábrica produzindo munição. Em uma das cenas, Donald observa uma linha de produção em que as munições estão ao lado de pôsteres do líder nazista Adolf Hitler. A história também mostra Donald morrendo de fome em razão do racionamento dos alimentos.

Racismo

Se tem uma coisa que a Disney tem, essa coisa é um conjunto de acusações de racismo. Veja a lista: em Peter Pan, os índios ‘’peles vermelhas’’ são alvo de um tratamento racista, tendo, inclusive, uma canção para si que conta como deixaram de ser normais, ou seja, brancos.

Já na animação Dumbo, de 1941, os corvos zombam claramente de um estereótipo afro-americano.

Quando Mickey ou outros personagens tradicionais viajam a outros países, sempre encontram criaturas preguiçosas, incapazes e atrasadas em seus próprios assuntos. O exemplo mais chocante porém, está na animação Fantasia, de 1940. Nela, uma fêmea de centauro negra lixa os cascos de uma centaura branca e loira.

Mensagens subliminares e sexuais

A respeito disso, é raro encontrar alguém que não conheça pelo menos uma das muitas supostas mensagens subliminares colocadas pelos Estúdios Disney em suas animações. Uma das mais famosas estão em O Rei Leão (1994), em que a palavra ''Sex'' (Sexo) apareceria nas estrelas do céu

Outro muito conhecida aparece em Bernardo e Bianca (1977). Uma cena muito rápida revela uma mulher com os seios à mostra em uma janela. Em Uma Cilada para Roger Rabbit (1998), que decididamente não é um filme nada infantil, tendo em vista que a personagem Jessica Rabbit, já exageradamente sensual, teria mostrado suas partes íntimas em uma cena em que sofre um acidente e tem seu vestido levantado, aparentemente sem que haja nada por baixo do mesmo.

Idosos malvados

Por alguma razão, Walt Disney costumava retratar os vilões de suas animações quase sempre idosos. Quando tais personagens não eram monstros ou bruxos de aparência feia e má, eram pessoas de mais idade, em geral arrogantes e cruéis. A empresa tem se esforçado para reverter este estereótipo com personagens como Vovó Tala (Moana) e Mama Coco (Viva).

E você, se lembra de mais alguma gafe ou controvérsia envolvendo os Estúdios Disney? Deixe seu comentário.