Sem a menor dúvida, alguns dos enredos e tramas mais fascinantes da existência da humanidade na superfície do planeta Terra dizem respeito aos feitos épicos e a mitologia da Grécia Antiga. [VIDEO]

Tais histórias e estórias, assim como a Mitologia grega como um todo, povoam o imaginário tanto de pessoas que já tiveram a oportunidade singular de conhecer o pequeno país, que é a Grécia, bem como dos amantes dessa nação européia espalhados por todo o globo.

Por exemplo, diz a mitologia dos gregos que os seres denominados de “harpias” foram um dia fieis trabalhadores do todo-poderoso deus Zeus Dias, cuja morada é o Monte Olimpo.

Entretanto, atualmente é comum usar a palavra harpia como uma forma de adjetivar pessoas inescrupulosas ou má intencionadas.

Para se conhecer um pouco melhor o contexto acerca dessas criaturas é importante saber de antemão que as harpias eram seres muito semelhantes às mulheres extremamente lindas e dotadas de asas vigorosas, as quais tinham como principal papel o cumprimento do castigo que foi atribuído por Zeus em Phineus.

As “mulheres” harpias puderam provar em muitas ocasiões diferentes a sua habilidade refinada para voar, quando constantemente roubavam alimentos de todos os habitantes que tinham chance, no mundo grego de outrora.

Não foi à toa que, inclusive, elas travaram lutas sangrentas com os Argonautas liderados pelo herói mítico Jasão, o qual buscava o velo de ouro.

Com o passar do tempo em outras narrativas mitológicas, as harpias sofreram o processo de transformação, assumindo a forma de terríveis gênios do mal, tendo corpo de pássaro, rostos medonhos de mulheres, com orelhas e garras afiadas como navalhas semelhantes as de urso.

Por onde viviam ou voavam, as harpias eram os agentes provocadores de grandiosas tempestades e pragas que acometiam sem dó alguma os humanos. Foi justamente o comparativo com esse contexto que trouxe a ideia das harpias serem conhecidas no mundo contemporâneo como representantes frívolos, anunciadores sempre de maus presságios.

Outra faceta negativa atribuída as harpias é que essas criatura tinham o poder maligno de poder enfeitiçar a todos aqueles que ouviam as suas canções envoltas em pura magia.

A mitologia grega esclarece ainda que as harpias se comunicavam igualmente com gritos agudos, pios e cacarejos, que uma vez ouvidos por pessoas normais, quase as matavam do coração, de tanto pavor que eram capazes de provocar.

Conforme os escritos do grego Hesíodo, as harpias eram inicialmente duas, a saber, Aelo e Ocípete, mas os romanos incluíram mais uma que era a pior de todas elas, chamada por Celeno. [VIDEO]

Já nos escritos do historiador Homero, o autor reconhece uma quarta harpia de nome Podarge. A título de curiosidade, as mães das harpias eram Flógeo e Hárpago.

Moral do artigo, nos dias atuais a pessoa que é chamada de “harpista”, geralmente reúne características de personalidade que são capazes de corromper a terceiros.