O Krav Magá (“combate de contato” em hebraico) nasceu em 1940, em Israel. O intuito da modalidade era defender os mais fracos através de golpes que simulassem o movimento natural do corpo. Seu criador, Imi Lichtenfeld, era praticante de outros esportes, como Boxe, Judô, Wrestling e natação, e fornecia treinamento para as Forças Armadas de Israel. Ao treinar os soldados, ele percebeu a dificuldade em ensinar algumas técnicas, resolvendo criar uma arte de defesa pessoal que fosse natural, fácil no aprendizado e com resultados mais letais. Iniciou-se, assim, o Krav Magá.

Hoje o Krav Magá é a defesa pessoal mais praticada por exércitos e forças armadas do mundo, incluindo o exército de Israel, algumas forças especiais do exército dos EUA, Mossad, FBI, unidades especiais da SWAT e a Polícia de Nova York.

Krav Magá no Brasil

O Krav Magá chegou no país em 1990, na cidade do Rio de Janeiro, através do Mestre e discípulo de Imi, Kobi Lichtenstein. O lutador Israelense veio à Cidade Maravilhosa por acaso, considerou que ela era perigosa e necessitava de uma defesa pessoal funcional para que as pessoas pudessem se proteger.

Reváns – International Fight Organization

No Brasil, existe, atualmente cerca 5 federações de Krav Magá. Uma delas se chama Reváns, que significa "Nova luta", e nasceu com o objetivo de capacitar profissionais credenciados a ministrar atividades e instruções de Krav Magá de qualidade, fornecendo a eles material didático, metodologia de ensino e conhecimentos básicos em diversas áreas, a fim de melhorar a segurança, auxílio aos praticantes e ensinar a arte da defesa pessoal.

Iniciado em 2015 por Bruno Moreira, faixa preta na modalidade, graduado instrutor de Krav Magá pelo Grão-Mestre Yaron Lichtenstein, afirma que a arte de defesa pessoal não é apenas socar e derrubar pessoas, mas sim se antecipar, se proteger e evitar possíveis conflitos. A organização vem fazendo um bom trabalho no Krav Magá com filiais na cidade de São Paulo, Jaú, Minas Gerais e Vitória.

Filosofia da modalidade

O Krav Magá não é uma arte marcial e nem um esporte. Não há competições, campeonatos ou medalhas. Segundo seus praticantes, o maior troféu é a vida que será salva. A prática é destinada a todos, sejam crianças, adultos ou idosos.

Assim, a luta não é para combate. Trata-se de uma autodefesa aprimorada com o intuito de proporcionar proteção, evitar o combate e assim defender a vida. Em um país como o Brasil, esse tipo de filosofia parece mais do que ideal.

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