Se para alguns o Dia Internacional da Mulher ainda está ligado a flores e homenagens, para outras o 8 de março é uma data a ser lembrada por seu histórico de lutas e conquistas.

Oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a data celebra o histórico percorrido pelas mulheres de todo o mundo na luta por questões como o direito ao voto, melhores condições de trabalho, fim da violência e igualdade entre os sexos. Atualmente, o 8 de março também é uma data simbólica para protestos e atos que clamam pela igualdade de direitos e condições entre homens e mulheres.

A origem da data vem de 1909, quando cerca de 15 mil mulheres norte-americanas realizaram uma grande passeata por melhores condições de trabalhos e por direito ao voto, entre outras causas.

Já na Europa, mulheres também passaram a se reunir no mesmo período para lutar por mais direitos de trabalho e por igualdade com os trabalhadores homens. A criação da data foi proposta em 1910, pela ativista alemã Clara Zetkin, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague, na Dinamarca.

A causa feminista passou a ganhar ainda mais visibilidade após o dia 25 de março de 1911, quando um trágico incêndio atingiu a fábrica da Triangle Shirtwaist, em Nova York, deixando 146 mortos, sendo 123 mulheres. A empresa já havia sido anteriormente criticada pela falta de condições dadas às trabalhadoras mulheres.

As manifestações pelo dia da mulher também estiveram presentes na Rússia, e as manifestações do dia 8 de março de 1917 foram consideradas o estopim da Revolução realizada no país em outubro daquele ano.

Atualmente, o Dia internacional da mulher é celebrado em diversos países do mundo como uma data que presta homenagem às sufragistas que garantiram o direito de voto feminino e melhores condições trabalhistas e sociais para as mulheres. A data também é usada para que mulheres de todo o planeta se manifestem por mais igualdade entre os sexos, e pelo fim de crimes como o feminicídio e assédio, entre outras causas.