Na Sibéria, foi encontrado um saco contendo 54 mãos humanas. O assunto foi tema de uma reportagem publicada no site da Revista Veja, no último dia 9. Conforme informações, as partes humanas foram encontradas precisamente na ilha de Amur, perto da cidade de Khabarovsk, na Sibéria. O local fica a 30 quilômetros da fronteira com a China. Por ser uma região muito fria, as mãos estavam congeladas. Um morador das proximidades encontrou uma das mãos apontando na neve. Ele chamou a polícia, que encontrou o restante dentro de uma sacola. Uma foto feita pela polícia mostra as mãos dispostas em 27 pares. Junto com as mãos, foram encontradas bandagens e plásticos do tipo usado para cobrir sapatos em hospitais.

As especulações nas redes sociais

Internautas fizeram diversas especulações nas redes sociais sobre a origem das partes humanas [VIDEO] e como elas foram parar naquele local. Conforme mostra o jornal The Siberian Times, que publicou a notícia, e foi citado pelo site da Veja, as pessoas se perguntavam se não seria um bizarro ritual de punição, ou obra de algum maníaco vicioso. Ou se as mãos não teriam vindo da China por um rio que passa na região, descartadas por algum mafioso chinês. Outra especulação era se isso não seria coisa de uma organização criminosa japonesa. Ou ainda se não seriam as mãos retiradas de cadáveres de pessoas recentemente mortas, para esconder a identidade de vítimas do mercado negro de órgãos.

A investigação do caso

De acordo com o jornal The Siberian Times, o Comitê de Investigação que está analisando o caso disse que a "sinistra descoberta", como classifica o jornal, não tem relação com alguma prática criminosa.

Suspeita-se que os restos mortais teriam sido descartados de forma ilegal por algum laboratório forense. O jornal ainda ressalva que há um procedimento pouco conhecido na Rússia, que consiste em retirar as mãos de cadáveres não identificados [VIDEO] e guardá-las para preservar as digitais, para serem consultadas se for preciso depois dos corpos serem enterrados, posteriormente. Como o próprio jornal observa, não se sabe por que as digitais não são simplesmente retiradas e armazenadas em bancos de dados. O Comitê de Investigação está considerando que foi um descarte ilegal de partes humanas. Disse que pretende checar as circunstâncias do evento e, dependendo do resultado, será feito um julgamento legal das atividades dos responsáveis pelo descarte.