Você possui algum tipo de superstição? Para algumas pessoas, o ato de fazer algo sempre da mesma forma ou até mesmo a execução de gestos simples já enraizados como ''bloqueadores'' do azar - tais como bater na madeira três vezes ou não passar por baixo de escada - são ações quase inevitáveis.

Em seu livro ''Recipes for Good Luck: The Superstitions, Rituals, and Practices of Extraordinary People” (algo como “Receitas para a Sorte: As Superstições, Práticas e Rituais de Pessoas Extraordinárias”, em tradução livre), a escritora e ilustradora Ellen Weinsten fala a respeito da maneira como algumas personalidades das artes visuais, moda, Literatura e outros campos lidavam com suas superstições.

A seguir, você irá descobrir as superstições de personalidades como Frida Kahlo, Salvador Dalí e Coco Chanel; confira:

Pablo Picasso

O pintor espanhol Pablo Picasso era bastante supersticioso; não gostava de desfazer-se de roupas, mesmo quando estas estavam bastante gastas. O pintor também tinha o hábito bizarro de guardar as unhas e os cabelos que cortava, pois temia que, ao jogá-los fora, perdesse sua própria ''essência''.

E se atualmente existem bilionários que esforçam-se para colecionar obras do pintor [VIDEO], pode-se dizer que Picasso foi, na verdade, o primeiro colecionador de Picassos da história.

O artista tinham imensa dificuldade em desfazer-se de suas obras, de modo que, quando faleceu, deixou para seus herdeiros cerca de 50 mil trabalhos assinados por ele que, é claro, hoje estão avaliados em centenas de milhões de dólares.

Coco Chanel

Porque o perfume Channel Number 5 recebeu esse nome? Coco Chanel tinha uma verdadeira adoração pelo número 5. Tudo começou quando a primeira-dama da moda tinha apenas 5 anos de idade; ao ouvir de uma vidente que 5 era justamente o seu número da sorte, Coco Channel adotou o número como uma espécie de talismã. A fashionista só apresentava suas coleções no quinto do dia do mês de maio (o quinto mês de nosso calendário).

Yoko Ono

A renomada artista multimídia e viúva do músico John Lennon sempre teve uma relação incomum com luzes e sons, desde de muito nova.

Um dia, Yoko ono descobriu que o ato de acender um fósforo no interior de um ambiente escuro e observar sua chama apagar-se lentamente lhe trazia calma e conforto. Desde então, sempre que precisava lidar com algum problema, a artista recorria ao método como forma de alívio.

Nos anos 50, Yoko transformou este ''ritual'' de conforto em uma performance, que batizou de “Lighting Piece: Light a Match and Watch It Till It Goes Out”, gravada juntamente com o coletivo ''Fluxus'', que veio a tornar-se um marco em sua carreira artística.

Charles Dickens

O escritor britânico Charles Dickens levava consigo uma bússola, não importando para onde estivesse indo. Na hora de dormir, Dickens sempre se certificava de deitar voltado para o Norte, pois assim acreditava que manteria sua criatividade e habilidade para a escrita sempre em alta.

Talvez por coincidência ou por uma espécie de ''ironia'' do destino, suas obras ''Um Conto de Natal'' e ''Grandes Esperanças'' são considerados pelos críticos como importantes ''bússolas morais'' de sua época.

Frida Kahlo

A pintora Frida Kahlo era apaixonada não somente pela pintura como também pela jardinagem. É justamente por essa razão que os quadros da artista mexicana quase sempre incluem flores e plantas, semelhantes àquelas que ela mantinha na Casa Azul, na cidade do México, onde atualmente funciona o Museu Frida Kahlo. [VIDEO]

Seu estúdio de pintura ficava de frente para o jardim, no qual ela costumava passar horas em busca de inspiração. A pintora acreditava tanto no poder se sua interação com a natureza que exigiu que o quarto que ela ocuparia na casa após sair do hospital estivesse posicionado de frente para o jardim; este acabou sendo seu leito de morte.

Salvador Dalí

Salvador Dalí não escondia de ninguém seus vários hábitos, manias e superstições. O pintor surrealista jamais saía de casa sem levar consigo um pedaço de tronco de árvore nos bolsos, pois acreditava que isso afastava os espíritos maus. Ele também tinha o hábito de comparecer a suas aulas e palestras fantasiado, não só para cativar a atenção de sua plateia, mas porque gostava de estar vestido de forma inusitada.

Certa vez, Dalí quase morreu sufocado ao usar uma roupa de mergulho - que contava até mesmo com um capacete - tão fechada e apertada que o pintor mal podia respirar.