Neste domingo teve fim mais uma Copa do Mundo, onde, novamente, se viu diversas cores representando o orgulho de cada nação [VIDEO]. As seleções de futebol sempre têm o mesmo padrão de tons para o uniforme, mesmo que eles não predominem ou sequer apareçam na bandeira do país.

Esse costume se estende para outros esportes, como o Automobilismo. Entre os carros de corrida, normalmente, as cores passam a ser oficiais de montadoras ou países depois de vitórias marcantes:

Bleu de France

Os franceses, campeões da Copa do Mundo [VIDEO] de 2018, também são chamados de “bleus”, por causa do azul do uniforme dos jogadores.

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No entanto, a escuderia Bugatti usa o azul-claro desde algumas vitórias históricas na década de 20. Posteriormente, a Renault e a Alphine também adotaram a cor.

Rosso Corsa

Embora a Ferrari seja famosa pelo vermelho rutilante, a marca tem como cor tradicional o amarelo, por causa de seu logotipo.

Na verdade, o vermelho era tradicionalmente norte-americano, mas passou a ser adotado pela Itália depois que a Alfa Romeo venceu o rali Pequim-Paris, em 1907.

Silver Arrows

Segundo é contado, em 1934, os Silberpfeil da Mercedes-Benz estavam pesando 751 kg, 1 acima do permitido pela categoria. A solução encontrada pelos alemães foi raspar a pintura para deixar o carro mais leve, o que deixou o metal prateado exposto. Nos anos seguintes, a cor prata se tornou oficial da equipe, além da conterrânea Audi.

Cunningham Stripes

Nos tempos das TVs em preto e branco era mais difícil para o espectador diferenciar um corredor do outro. Em 1952, para se destacar nas imagens, o piloto e construtor Briggs Cunningham colocou duas faixas ao longo da carroceria dos C4R que disputaram as 24 horas de Le Mans.

Cunningham nunca venceu a prova, mas outro americano, Carroll Shelby, sim. Para lembrar ao mundo sobre suas origens, Shelby correu usando um esquema de pintura parecido (faixas brancas e fundo azul) em seus cupês Daytona. Posteriormente, as faixas passaram a ser usadas em outros carros de corrida norte-americanos, como os lendários GT40.

Com o tempo, se tornaram um ícone da esportividade, levada das pistas para as ruas, com diversas variações, sempre relembrando as faixas duplas de Cunningham. A moda foi tão usada que se banalizou e caiu em desuso, só ressurgindo em 1996, com o Dodge Viper, um dos esportivos mais icônicos de sua geração.

British Racing Green

Em 1967 já existia a TV em cores, e a intenção da Jaguar era se destacar na tela com seus M6A em um tom laranja gritante. No entanto, o costume é ver os carros da marca em um verde-escuro e sólido.

O verde também é usado por outras marcas britânicas desde as várias vitórias da Bentley na década de 1920, consolidada quando a Irlanda foi sede da Gordon Bennet Cup.

A cor fazia referência aos trevos de três folhas irlandeses e às locomotivas e outras máquinas britânicas. A Aston Martin, no entanto, escolheu um tom metálico e mais claro para se diferenciar das demais.

Branco e vermelho japonês

Os esportivos nipônicos muitas vezes usam branco com detalhes vermelhos (como um círculo gigante, imitando a bandeira do país). No entanto, nem todos usam essa combinação. A Subaru, por exemplo, usava o azul por causa de seu patrocinador no rali. Com o sucesso, a marca passou a usar a cor em todas as categorias esportivas em que participava, mesmo depois de o contrato com o patrocinador ter acabado.

A principal função das cores [VIDEO] (e suas combinações) é, de alguma forma, incorporar o patriotismo de uma nação. Se o Brasil tivesse tradição na construção de carros ou em equipes de corrida, certamente eles seriam na cor da Seleção Canarinho.