Independentemente da situação política/econômica/social em que o país se encontra, é comum, a cada quatro anos, vermos pequenas bandeiras do Brasil hasteadas nas janelas dos carros ou então grandes, esticadas nos capôs.

Aproveitando o momento, várias montadoras costumam lançam séries limitadas tendo como tema a Copa do Mundo. Um diferencial que logo se nota nessas edições especiais é o visual, que normalmente possui cores e ornamentos fazendo alusão a temas como esportividade, futebol, o país-sede [VIDEO] ou a seleção Brasileira.

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No entanto, a grande vantagem dessas séries é a adição de itens esportivos em modelos populares. Faróis de neblina, aerofólios e rodas de liga leve, por exemplo, precisariam ser comprados em lojas de acessórios ou só estariam presentes em modelos mais caros.

Em 2018, a Hyundai voltou com o HB20 e o HB20S Copa do Mundo Fifa, com características semelhantes à versão lançada quatro anos atrás. O hexa, como se sabe, não veio desta vez, mas a estratégia não parece que perderá força tão cedo.

1982 – Copa da Espanha

No Brasil, a primeira vez em que o mundial foi usado para alavancar as vendas de veículos foi com um modelo que não poderia ter nome mais pertinente: Gol.

Lançado pela Volkswagen, o Gol Copa vinha com volante esportivo, rodas de liga leve, pneus radiais, conta-giros, faróis auxiliares e, no topo do câmbio, uma minibola de futebol. A linha marcou época [VIDEO] por ser a primeira série especial de várias que ainda viriam para o modelo.

1990 – Copa da Itália

Por não ter direito de usar o termo “Copa”, a Chevrolet arrumou uma forma de aproveitar o evento, “driblando” a restrição.

Batizado em homenagem à cidade onde ocorreram vários jogos do mundial, o Kadett Turim era um meio-termo entre o popular SL/E e o esportivo GS, com saias laterais, spoiler traseiro e bancos esportivos.

1994 – Copa dos Estados Unidos

Com a lataria no mesmo tom azul da série original, de 82, o Gol Copa foi, novamente, convocado. A edição foi a despedida do Gol quadrado e um pretexto para dar fim ao estoque de aerofólios, faróis auxiliares, retrovisores na cor da lataria, volantes esportivos, lavadores e limpadores de vidros traseiros, até então exclusivos da linha GTI.

Ainda sem direito de usar o termo “Copa”, a Chevrolet lançou o Monza Club. A série básica oferecia diferenciais meramente estéticos, como lataria azul ou vinho e estofamento de tecido exclusivo, além de painel e volante que só apareceriam nas demais linhas no ano seguinte. Já a versão GL tinha injeção eletrônica, motor 2.0, direção hidráulica, vidros e travas elétricas.

1998 – Copa da França

Em uma estratégia ousada, a série Champ, da Chevrolet, envolvia não só um, mas três modelos.

O hatch e a picape Corsa, além da caminhonete S10, vinham nas cores azul ou verde-escuro, todos com detalhes amarelos na porta e rodas de liga leve.

2002 – Copa do Japão e Coreia do Sul

O Gol Sport, apesar do nome, não tinha nada de esportivo. No ano do penta, o carro da Volkswagen fazia uma vaga alusão aos países-sede do mundial.

2006 – Copa da Alemanha

A terceira edição do Gol Copa chegava aos gramados nas versões 1.0 e 1.6. No entanto, além do visual, o carro não apresentou nada que não fosse visto em outras linhas do modelo.

2010 – Copa da África do Sul

No ano em que se tornou uma das principais patrocinadoras do time brasileiro, a Volkswagen lançou o Gol Seleção. Disponibilizado apenas na versão 1.0, o carro tinha direção hidráulica, rodas de liga leve, faróis de neblina e o símbolo da CBF nas laterais e nos bancos.

2014 – Copa do Brasil

Com o país sediando o mundial, houve um pretexto maior para se usar a Copa como estratégia de mercado. Assim como a Chevrolet fez em anos anteriores, a Fiat [VIDEO] teve de usar a criatividade desta vez. O Uno Rua, série limitada a 2 mil unidades, vinha com a lataria amarela, botões do ar-condicionado e cintos azuis, e estofamento com detalhes em azul e amarelo.

A série ressignificava o mote “vem pra rua”, dando um tom de festa e torcida para o bordão usado por manifestantes contra o governo e, consequentemente, os gastos exorbitantes com a Copa do Mundo no Brasil.

Na Volkswagen, a série Seleção voltou, desta vez mais abrangente. Agora, eram oferecidas as opções de motor 1.0 e 1.6 no Voyage e no Fox, além do Gol, todos com rodas de liga leve e versões com câmbio manual e automático. Os porta-copos tinham o emblema da CBF, e detalhes nos bancos faziam referência à camisa da Seleção Brasileira e às bolas de futebol.

O HB20 e o HB20S Copa do Mundo Fifa, da Hyundai, tinham bancos de couro, rodas de liga leve e central multimídia. Uma de suas novidades era a lataria, que tinha um tom de azul exclusivo para a série, remetendo à cor do segundo uniforme da Seleção Brasileira.

A Hyundai também dava seis anos de garantia no veículo, em vez dos cinco de praxe. O período era uma alusão ao esperado Hexa, que, como se sabe, não veio. Como se isso não bastasse, o comprador ainda tinha como agrados uma bola oficial da Copa e uma mochila Adidas.