Durante o período de Copa do Mundo, a atenção do espectador fica voltada não só para o futebol, mas também para a cultura e os hábitos do anfitrião — no caso da competição de 2018, a Rússia.

Quem já assistiu àqueles vídeos de manobras arriscadas e acidentes automobilísticos bizarros, provavelmente percebeu que grande parte deles acontece no atual país-sede da Copa. A impressão que dá é de que a Rússia [VIDEO] é um lugar povoado por milhões de motoristas insanos (ou só “ruins de roda”, mesmo).

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As condições climáticas [VIDEO] russas contribuem para que o número de acidentes seja elevado. A neve, por exemplo, pode atrapalhar a visibilidade, deixar a pista escorregadia e ainda causar danos ao pavimento.

Claro que a Rússia possui, sim, muita gente sem juízo, porém, não são tantas quanto eles fazem parecer. No quesito segurança no trânsito, inclusive, eles dão uma leve “goleada” nos brasileiros.

O que ocorre na realidade é que, por lá, boa parte dos veículos possui uma dash cam (câmera frontal) e os motoristas costumam deixá-la ligada o tempo todo em que estão dirigindo. Assim, como há um número maior de vídeos sendo feitos, também há mais fatos inusitados registrados.

No Brasil, são 22 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, contra 18,6 óbitos para um grupo de 100 mil russos. Como a esmagadora quantidade dos nossos acidentes não é flagrada em vídeo, vale aqui a expressão “onde o filho chora e a mãe não escuta”.

O “jeitinho” russo

Os russos não são também, exatamente, os mais prudentes do planeta [VIDEO].

Algumas imoralidades cometidas por eles podem servir para atenuar o “complexo de vira-latas” brasileiro.

Por exemplo, uma prática que até há pouco tempo era tendência é a de motoristas provocarem ou até encenarem acidentes, bem como pedestres pularem na frente de veículos. Tudo isso para poderem pedir indenização depois.

O costume de instalar a dash cam veio justamente da necessidade de se criar provas contra esse tipo de fraude. Inclusive, a maior parte das seguradoras russas cobra uma apólice mais alta ou até se nega a fechar contrato se o veículo que se pretende cobrir não possuir uma câmera frontal.

Há ainda um entendimento geral da população de que seus policiais rodoviários são um tanto quanto desonestos. Para se ter uma ideia, 32% dos russos consideram a polícia como a instituição mais corrupta do país. Quem disse que esse era um “privilégio” nosso?