O assédio moral no trabalho acontece através de atitudes, gestos ou palavras praticados de forma constante. Pode ser praticado tanto pelo chefe quanto por colegas de trabalho. Há também os casos em que o chefe é a vítima de seu subordinado.

Confira quais são as práticas que configuram o assédio moral:

1. Determinar o cumprimento de tarefas estranhas ou incompatíveis com a função da vítima

Geralmente se configura nos casos de acúmulo ou desvio de função.

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A vítima costuma trabalhar em funções múltiplas ou mais complexas do aquela para a qual foi contratada sem que haja acréscimo ao seu salário.

2. Impor prazos, condições e metas extremamente difíceis de serem cumpridos

As metas inalcançáveis impostas e justificadas pela concorrência acirrada entre as empresas têm sido uma das formas mais comuns de assédio moral.

Além de se configurar através da imposição de prazos e metas, também ocorre quando a vítima se expõe de forma vexatória para conseguir o objetivo exigido.

3. Impor tarefas triviais e muito aquém das capacidades da vítima

Desvalorizar pessoas com qualificação técnica é uma da formas mais cruéis de assédio moral. A vítima não tem oportunidade de desenvolver o trabalho para o qual se qualificou e perde a oportunidade de demonstrar seu talento e evoluir na carreira.

4. Exigir que a vítima exerça tarefas que exijam treinamentos e conhecimentos específicos

É uma forma dissimulada de fazer com que a vítima seja vista como incompetente e quando de fato não é. Muitas vezes o assédio moral praticado desta forma obriga a vítima a desistir do emprego ou mesmo provoca a sua demissão por justa causa, devido ao fato de não corresponder às expectativas esperadas.

5. Apropriar-se de idéias e projetos da vítima

Muitos profissionais passam anos pesquisando e desenvolvendo trabalhos pelos quais, no final, não recebem créditos, recompensas e promoções. Isso se deve ao fato de que o mérito pelos bons resultados, em regra, ser creditado exclusivamente ao líder, chefe ou encarregado da equipe. Ainda são poucas as empresas ou órgãos públicos que adotam uma política de valorização de todos os colaboradores. Assim, muitos pessoas com mentes brilhantes, temendo reforçar as estatísticas do desemprego, não se revelam como mentores de idéias e projetos indevidamente apropriados.

6. Proferir gestos e palavras de desprezo, coação ou humilhação à vítima

Gritos, xingamentos e linguagem corporal agressiva são formas de assédio moral que revelam a intenção do assediador de intimidar as vítimas. Todos passam a ter medo do abusador que justifica suas atitudes com a alegação de temperamento forte e jeito de ser.

7. Submeter a vítima a isolamento

Uma forma velada de assediar moralmente a vítima é tratá-la com indiferença e agir como se ela não pertencesse ao ambiente de trabalho.

Nestes casos, o abusador evita cumprimentá-la, não lhe dirige ordens diretas, finge que não a vê. Em muitos casos, ao mesmo tempo em que trata a vítima de forma fria, faz questão de demonstrar interesse por todos com muita educação e simpatia.

8. Sonegar informações que sejam necessárias ao desempenho das funções ou úteis à vida funcional da vítima

As informações relativas ao desempenho do trabalho e à vida funcional da vítima são indispensáveis ao seu bom desempenho e ao desenvolvimento de sua carreira. Colegas e chefes assediadores usam este artifício para prejudicar a vítima sem que ela perceba.

9. Divulgação de rumores, comentários maliciosos, prática de críticas e subestimação de esforços que ofendem a dignidade da vítima

Também configura assédio moral a discriminação pela opção sexual, crenças religiosas, convicções políticas ou qualquer prática de críticas que ofendam a dignidade da vítima no ambiente de trabalho.

10. Vigilância excessiva

Procedimentos de revista de empregados, instalação de câmeras de vigilância em ambientes internos, escutas telefônicas, violação de correspondências físicas e eletrônicas configuram invasão da intimidade da vítima. Não são muitas as atividades que justificam o excesso de vigilância e apenas nos casos em que se justifiquem devem ser aplicadas.

Em qualquer dos casos, o objetivo do abusador [VIDEO] é, de forma camuflada, sob a máscara da competência e excesso de zelo, diminuir a autoestima e autodeterminação da vítima, causado danos emocionais e prejudicando o bom funcionamento das empresas e órgãos públicos.