Em ano de eleições, vale recordar um marco na história Política do Brasil, mais especificamente na história eleitoral.

Se hoje a Mulher tem Direito a votar, e também a concorrer ao mais alto cargo político do País, isso deve-se a Berta Lutz, fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, criada no dia 9 de agosto de 1922, portanto, há quase um século.

Nessa época, jamais imaginar-se-ia que em 2010 uma mulher seria eleita Presidente.

Pois Dilma Roussef, do Partido dos Trabalhadores, venceu as Eleições deste ano, tornando-se a primeira Presidente do Brasil sucedendo Luís Inácio Lula da Silva, após exercer o cargo de Ministra da Casa-Civil.

Mas muito antes de Dilma ser Presidente, a iniciativa de Berta Lutz precisou vencer várias etapas.

Dez anos após a fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, no dia 24 de fevereiro de 1932, durante o primeiro mandato de Getúlio Vargas como Presidente do Brasil, o código eleitoral provisório garantia o direito da mulher votar, ainda assim apenas as mulheres casadas votariam - com a autorização dos esposos - e as viúvas e solteiras, desde que estas apresentassem proventos autônomos.

Porém, dois anos depois, todas as restrições quanto ao direito da mulher votar foram totalmente excluídas.

O voto sempre foi obrigatório aos cidadãos masculinos, e essa exigência foi dada também às mulheres no ano de 1946.

Segue a cronologia da luta da mulher pelos seus direitos políticos

  • 1929: a potiguar Luísa Alzira Teixeira Soriano foi a primeira mulher prefeita, na cidade de Lajes, no Rio Grande do Norte;
  • 1933: a paulista Carlota Pereira de Queirós, médica e pedagoga, foi eleita a primeira deputada federal;
  • 1979: a professora Eunice Mafalda Berger Michiles, natural de São Paulo, foi a primeira senadora, representando o Estado do Amazonas. Antes, Carlota havia exercido o mandato de Deputada Estadual pelo mesmo estado entre 1975 e 1979;
  • 1982: a advogada e professora paulista Esther de Figueiredo Ferraz foi nomeada a primeira Ministra de Estado no Brasil, ocupando a pasta da Educação no governo do general João Baptista de Oliveira Figueiredo;
  • 1986: a professora acreana Iolanda Fleming foi a primeira mulher governadora no Brasil, pelo estado do Acre. No mesmo ano, a professora universitária cearense Maria Luíza Fontenele foi eleita a primeira prefeita de uma capital estadual brasileira, no caso Fortaleza;
  • 1989: a advogada mineira Lívia Maria Pio foi a primeira mulher a concorrer ao cargo da Presidência da República pelo Partido Nacionalista, no pleito do qual saiu vitorioso Fernando Collor de Melo. Lívia conquistou 0,25% do total de votos válidos;
  • 2010: Dilma Roussef, ex-Ministra da Casa Civil, entra para a história como a primeira Presidente do Brasil, exercendo o primeiro mandato de 2011 a 2014, sendo reeleita, mas teve que deixar o cargo em 2016 para o vice Michel Temer, após sofrer o processo de impeachment.

A importância da luta de Berta Lutz na democracia brasileira, portanto, é fundamental na história do Brasil.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Mulher Eleições

Parabéns à democracia brasileira que permitiu a participação das mulheres nesse processo!

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo