Todas as pessoas estão sujeitas a ter algum problema de saúde ao longo da vida, mas as mulheres, em especial, acabam sendo vítimas de algumas enfermidades que só acometem pacientes do sexo feminino.

Conheça as cinco principais doenças ginecológicas, seus sintomas e tratamento.

1. Vulvovaginite

Essa doença é comum em mulheres em idade reprodutiva, que vai desde a primeira menstruação, até mais ou menos quarenta anos. O problema ocorre com mais frequência quando a Mulher está com baixa imunidade e pode ser gerada através de uma infecção por bactérias ou fungos, bem como pela relação sexual desprotegida. Uma outra forma de contrair o problema é com o uso de alguns produtos cosméticos ou assessórios de sex shop que venham a causar uma reação alérgica.

Dentre os sintomas está um corrimento de cheiro forte, irritação, coceira, vermelhidão, dor para ter relações e o aparecimento de feridas ou pequenas bolhas. Nem toda mulher tem todos os sintomas cumulados. É mais comum que seja de um a três deles.

O tratamento é feito através de higiene redobrada no local, bem como com o consumo de antibióticos, estrogênio, corticoides e antifúngicos. Vale salientar que a única forma de transmissão da doença é através da relação intima. Por isso se deve evitar o ato durante o tratamento.

2. Síndrome do ovário policístico

Problema comum entre mulheres em idade reprodutiva com ciclo menstrual irregular. O problema não tem cura, podendo ser superficialmente controlado, mas podendo retomar com os sintomas ao longo dos anos. É o principal motivo que leva mulheres jovens à infertilidade.

Alguns dos principais sintomas da doença são, além da irregularidade menstrual: acne, surgimento de pelos no corpo ou aumento dos já existentes, aumento da oleosidade da pele e do couro cabeludo, cólicas fortes e aumento de peso [VIDEO]. A maior parte das pacientes não possui todos os sintomas ao mesmo tempo.

O tratamento é feito com o uso de anticoncepcionais específicos, mudanças de hábitos alimentares e prática de exercício, bem como a indicação de medicamentos para cada tipo de sintoma que a paciente possua.

3. Endometriose

Pode dificultar a gravidez [VIDEO], pois consiste em um tecido do endométrio localizado em um local indevido do corpo da mulher. Que deseja engravidar, além de fazer o tratamento adequado para resolver o problema, terá de se submeter a reprodução assistida.

É mais comum em mulheres acima de 35 anos e pode ou não causar sintomas. As mulheres que possuem sintomas costumam sentir cólicas, dor durante a relação intima, dor ou sangramento para urinar (podendo ser confundido com uma infecção urinária), constipação e dor na região pélvica.

O tratamento pode ser feito só com o uso de anticoncepcionais adequados, como pode levar à cirurgia para remoção dos ovários e do útero. Tudo depende da evolução do caso, variando sempre de mulher para mulher.

4. Mioma uterino

Mais de 70% das pacientes não possuem sintomas e descobrem o problema por acaso em exames de rotina. A maior parte dos casos são genéticos, mas há exceções. Acomete mais frequentemente mulheres entre os 30 e 50 anos. Se trata de um tumor benigno, ou seja, que possui cura e não há taxa de mortalidade.

Fica localizado dentro do útero. Caso ele cresça demais, pode provocar sangramentos, incontinência urinária, sensação de pressão na barriga, dor na região abaixo do umbigo, cólicas e dor durante o ato sexual.

Miomas muito pequenos e sem sintomas não precisam ser removidos e ,muitas vezes, não carecem de nenhum medicamento, apenas acompanhamento médico a cada seis meses para que o ginecologista veja se não houve alteração no tamanho. Miomas maiores devem ser tratados e em último caso, removidos. No caso de remoção, a mulher retira também o útero.

5. Doença inflamatória pélvica

É comum entre as mulheres sexualmente ativas que possuem mais de um parceiro e não usam preservativo. O problema também pode surgir após alguma complicação na colocação do DIU ou em biópsias do endométrio.

Pode gerar dor intensa na região do ventre, corrimento com cheiro forte e febre. Nos casos mais graves, a paciente pode ficar internada para tratamento intravenoso. Não se costuma utilizar antibióticos, apesar do problema ser originário de uma bactéria. Também existe o risco de realizar-se uma cirurgia para retirada de eventuais abcessos. Não se deve ter relações sem preservativo durante ou poucos meses após o tratamento, pois o problema pode retornar.