O estudo e a obtenção de conhecimento de anatomia humana se iniciaram – ou, ao menos, começou a ser datado – em 500 anos a.C. no sul da Itália, com Alcméon e Crotona, que realizou dissecações animais. Com a escola hipocrática e também Aristóteles, o estudo de anatomia aumentou, avançando consideravelmente no século III a.C. com o início das dissecações humanas por Herófilo e Erasístrato, em Alexandria.

Pouco depois, a dissecação humana foi proibida por causa da religião, forçando a medicina a comparar a anatomia humana com animais dissecados, o que dificultou absurdamente o estudo da anatomia por séculos.

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Então, em meados de 1300 a dissecação humana ressurgiu sendo utilizada para saber a causa morte de pessoas importantes ou descobrir a natureza da peste ou outras enfermidades infecciosas que matou aquela pessoa.

As pessoas começaram a pensar que o mais importante para o homem era o mundo natural e não a posteridade, separando o mundo natural do espiritual e prevalecendo a ciência natural. As ilustrações, explicações e descobertas sobre o conhecimento anatômico humano foram então consideravelmente desenvolvidas, por meio de contribuições de vários cientistas nos séculos seguintes.

Aliar os tipos de Anatomia favorece um bom diagnóstico
Aliar os tipos de Anatomia favorece um bom diagnóstico

Nos séculos XVIII e XIX a Anatomia foi subdividida e, recentemente, tornou-se submicroscópica. Foi aberta a possibilidade de estudar anatomia em pessoas vivas, através das técnicas de radiografia, angiografia, endoscopia, tomografia e outras.

Conceitualmente, a Anatomia é a ciência que estuda a constituição e desenvolvimento dos seres organizados, que vem do grego “anatome”, que significa “cortar em partes”, e em português, “dissecação”. Para entender melhor, esta ciência foi dividida em Divisões da Anatomia, que estão detalhadas abaixo.

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As divisões da anatomia e a importância de cada uma delas

  • A Anatomia Sistêmica/Descritiva é o estudo do corpo humano através dos sistemas orgânicos, que são: o esquelético, articular, muscular, cardiovascular/circulatório, linfático, respiratório, digestório, urinário, tegumentar, genital/reprodutor, nervoso e endócrino.
  • A Anatomia Regional/Topográfica é o método de estudo do corpo por regiões, como tórax e o abdômen. Esta ciência é muito conhecida pelos tipos de cortes de dissecação.
  • A Anatomia Clínica é o método que estuda a estrutura e a função à medida que se relacionam com a prática da medicina e outras áreas da Saúde, onde realizam-se exames físicos do doente, interpretando os sintomas e alterações morfológicas macroscópicas.
  • De um jeito parecido, a Anatomia Aplicada é a que faz diagnósticos específicos para tratar uma condição particular. Esta é dividida em patológica, cirúrgica, radioativa e morfogenética.
  • A Anatomia Comparada compara o padrão de construção de diversos organismos entre si buscando determinar o grau de parentesco e a sequência evolutiva entre eles, por exemplo, comparando o sistema circulatório das cinco classes de vertebrados, vamos observar um aumento da complexidade dos peixes para os mamíferos, o que é coerente com a evolução dos mamíferos.
  • Carpes dizia que a Anatomia Funcional é a que descreve as estruturas anatômicas de acordo com a função dos elementos que formam essas estruturas, com foco no movimento humano.
  • A Anatomia Radiológica, por fim, estuda a estrutura e função do corpo utilizando técnicas de imagens, para identificar alterações causadas por doenças e lesões. Ela pode ser feita através de exames de radiografia, tomografia, ultrassonografia, ressonância magnética e medicina nuclear.

Cada divisão do estudo de Anatomia foi criada para que, detalhada e separadamente, cada conceito pudesse ser estudado com o mínimo de complicações e confusões possível.

Porém, ainda assim, trata-se do estudo do corpo dos seres vivos. Logo, utilizar os conhecimentos de uma divisão não excluem a validade do conhecimento de outra divisão. Muito pelo contrário, visões mais amplas poderão ser obtidas ao somar o conhecimento de duas ou mais divisões, obtendo-se diagnósticos mais complexos, porém mais acurados, acerca de determinada situação.

Dentro da comunidade científica que é voltada para a pesquisa na área de saúde, este comparativo usando diferentes divisões da anatomia tem sido amplamente realizado nos últimos anos.

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O profissional de saúde, tendo conhecimento anatômico - sobretudo humano – ficará mais hábil no seu trabalho proporcionando um atendimento diferenciado e eficaz no diagnóstico, tal como na intervenção.

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