Nem sempre um Namoro é um mar de flores e muitos casais acabam terminando o Relacionamento, entretanto, nem sempre um término equivale ao fim. Muitos, pouco tempo após o rompimento, sentem-se arrependidos ou feridos o bastante para buscar o(a) parceiro(a) para reatar.

Se isso acontece uma vez ou em situações bem isoladas, não é um problema, mas quando o casal está sempre se desentendendo, separando e depois voltando, as chances de um ou ambos desenvolverem problemas de ordem psicológica e mental é cada vez maior.

A revista acadêmica e cientifica norte-americana, Family Ralations, divulgou um estudo que utilizou 266 casais heterossexuais, e 276 homossexuais.

Todos os casais tinham em comum o fato de terminarem o romance e reatarem com frequência. Os resultados mostraram que tanto héteros, quanto homossexuais, vivem esse tipo de relacionamento, entretanto, entre os entrevistados, o número de gays vivendo um namoro ioiô foi muito maior.

De acordo com o estudo, quem vive esse tipo de relação, pode desenvolver depressão, ansiedade, e mais uma série de transtornos psicológicos, como síndrome do pânico. O ato de estar com alguém dá enorme bem-estar ao ser humano, mas o rompimento de uma relação amorosa acaba trazendo um sofrimento temporário grande que nem todo mundo consegue suportar, buscando reatar o romance para cessar a sua dor [VIDEO] e supostamente voltar a ser feliz, mesmo que isso signifique repetir o ciclo de dor.

Os cientistas envolvidos no estudo concluíram que, quando em comparação com relações estáveis, aqueles que possuem namoros ioiô tendem a ter relações mais complicadas, sem compromisso, e sofrem maior abuso psicológico e emocional.

Também possuem dificuldade de comunicação com o(a) parceiro(a). Terminar e reatar com frequência pode estar diretamente associado a um quadro de depressão e ansiedade.

Análise do namoro ioiô

De acordo com J. Kale Monk, um dos autores do estudo, é preciso que a pessoa dê o primeiro passo e admita que os términos são sempre motivados pelas mesmas razões. Ao se dar conta disso, é preciso ter uma conversa franca com o(a) parceiro(a), a fim de decidir se vale mesmo a pena insistir na relação ou se é melhor colocar um ponto final, pois muitas vezes apenas uma das partes tem interesse em melhorar, e em alguns casos, nenhuma das partes está disposta a ceder.

J Kale Monk também orienta que não pode haver uma relação de dependência do relacionamento tóxico, mas ao admitir que as razões são sempre as mesmas e que não vale a pena continuar, pois nada indica que será possível melhorar, não há problema em abrir mão da relação, ainda que doa em um primeiro momento, pois um relacionamento tóxico tende a destruir cada vez mais as pessoas envolvidas, gerando traumas, inseguranças e irritabilidade excessiva.

Monk orienta que quem decide abrir mão de uma relação [VIDEO] desse tipo ou que ainda não teve forças para tal, busque ajuda profissional e, se possível, desabafe com pessoas confiáveis, que podem aconselhar, ao invés de julgar.