Com a aproximação das Eleições, no dia 7 de outubro, é importante conhecer um pouquinho da famosa urna eletrônica, que hoje já é familiarizada por todos, porém, foi alvo de muitas críticas e objeções na década 90, principalmente pelos cidadãos mais velhos, acostumados com o voto em cédulas.

A urna eletrônica [VIDEO]é uma invenção brasileira, instituída em 1996. Ela começou a ser desenvolvida pelo ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Néri da Silveira, em 1985.

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Na época, o Brasil contava com cerca de 70 milhões de eleitores

O objetivo principal da urna era eliminar as fraudes no processo eleitoral e propiciar uma apuração rápida.

Veja as 10 curiosidades envolvendo urnas eletrônicas

  • O teclado da urna foi criado para ser igual ao do telefone, pois a ideia era algo de fácil utilização para qualquer um. O conceito mais próximo, para época, era o teclado de um telefone convencional.
  • Desde 2004, as urnas são fabricadas em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, pela empresa Dielbod. Empresa responsável por fabricar caixa eletrônicos e aparelhos para área da saúde.
  • A urna funciona na energia elétrica, mas caso ocorra falta de energia, ela possui uma bateria interna que deixará funcionando por 12 horas. Se mesmo assim não for o suficiente, ela pode ser ligada a uma bateria de carro.
  • O sistema operacional da urna é o LINUX, desde 2006. Antes, era o Windows. Os dados dos candidatos e dos eleitores são instalados um dia antes da eleição.
  • Existem quase 600 mil urnas em todo o Brasil, todavia, há um programa com o intuito de implantar um novo modelo que servirá também para voto impresso. O modelo atual custa 600 dólares. O novo custaria 800 dólares. Hoje, existem 6 modelos de urnas que são usadas, a mais antiga de 2006 e a mais nova de 2015.
  • Não há registros de fraudes nestes 22 anos de utilização das urnas eletrônicas. Os dados são gravados em três dispositivos diferentes, dois módulos internos e um tipo de pendrive que fica lacrado e é retirado somente após os votos. Com tudo isso, há várias formas de criptografar e proteger as informações.Tudo isso é acompanhado pelos representantes de partidos e coligações.
  • Os dados dos votos não são transmitidos por internet, wifi e nem bluetooh. Quando termina a eleição, é removido um pendrive da urna e ele é lido pelo servidor, que transmitirá os dados de cada urna.
  • Os dados são armazenados em HD externo de até 512 MB.
  • Cada urna emite um comprovante após a eleição, que fica disponível para os eleitores. Chama-se boletim de urna, além do original, que vai para TRE. [VIDEO]
  • Antes de toda eleição são feitos testes de segurança do sistema das urnas. O TSE convoca profissionais da tecnologia e até hackers, que tentam quebrar a segurança do sistema. Isso serve para descobrir falhas e ajustar a tempo.