12 mulheres negras que venceram o preconceito e fizeram a diferença no cenário brasileiro

Essas mulheres lutaram contra o preconceito de raça e gênero e conquistaram um lugar importante na sociedade, merecendo reconhecimento.

No Dia da Consciência Negra, uma homenagem singela e mais do que justa a essas mulheres que representam a força da Mulher afro no Brasil.

1

Mariele Franco

Mariele Franco cresceu no Complexo da Maré, tornando-se, em 2006, a quinta vereadora mais votada da cidade do Rio de Janeiro. A base de sua luta eram os direitos humanos e os moradores das favelas, além de emprestar sua voz aos movimentos feministas, LGBT e negros. A vereadora foi brutalmente assassinada em 14 de março deste ano e o crime ainda não foi esclarecido.

2

Rachel Maia

Nascida na periferia de São Paulo, Rachel relembra que na infância, aos domingos, um único frango era dividido entre 11 pessoas de sua família e cada centavo era contado em sua casa. A infância pobre foi decisiva para ela aprender a investir o dinheiro que recebia no início de sua vida profissional. Hoje ela é a única brasileira negra que é CEO de uma multinacional no país, a Lacoste.

3

Benedita da Silva

Benedita, que hoje está com 76 anos, há 36 se dedica à política. Ela foi a primeira negra a se eleger vereadora no Rio de Janeiro. Foi vice de Antony Garotinho e assumiu o governo do Rio quando este concorreu à presidência. Foi deputada, senadora, ministra sempre trabalhando em prol da população pobre, negra e pelos direitos das mulheres. ''Negra, mulher e favelada'' foi o slogam escolhido por ela na primeira eleição a que concorreu.

4

Jogadora Marta

Marta já foi eleita como a Melhor Jogadora de Futebol do Mundo 6 vezes e é a maior artilheira da Seleção Brasileira (feminina e masculina), tendo marcado 101 gols com a camisa amarela. Foi nomeada como embaixadora de causas humanitárias da ONU, ao lado de Angelina Jolie, a rainha da Jordânia, Rania, a modelo Gisele Bundhen e a tenista Maria Sharapova.

5

Elza Soares

Elza traz em sua bagagem a história de uma infância sofrida, com agressões cometidas pelo pai e obrigada a largar os estudos para se casar. Aos 11 anos, ela foi entregue pelo pai para se casar com um amigo da família. Em 1953, participou do programa de Rádio apresentado por Ary Barroso na Rádio Tupi e no início da carreira chegou a ser barrada em apresentações por ser negra. Em 1999, ela foi eleita pela Rádio BBC de Londres, como a cantora brasileira do milênio.

6

Lais Ribeiro

Lais foi a primeira modelo negra brasileira a ser reconhecida mundialmente. Ela foi mãe aos 17 anos e planejava seguir a carreira de enfermagem, mas se tornou o rosto de grifes poderosas como Chanel, Louis Vuitton, Gucci, entre outras. Desde 2015, é uma das Angel's da Victoria's Secret. Vitima de racismo em Milão, ela não se calou e denunciou o caso, bem como revelou recentemente que foi assediada por um fotógrafo, encorajando outras modelos a não se calarem diante de tais abusos.

7

Sonia Guimarães

Sonia se tornou a primeira professora negra da instituição militar mais tradicional do país - o ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), de São José dos Campos. Apesar de diversas vezes ter sido desencorajada pela carreira que queria seguir, ela não desistiu e conquistou seu espaço, sendo inspiração para mulheres que sonham em carreiras predominantemente masculinas.

8

Conceição Evaristo

Conceição ganhou destaque na literatura brasileira, campo em que o destaque de brancos e homens ainda se sobressai, com o livro ''Ponciá Vicêncio'', que faz profundas reflexões sobre as questões de raça e gênero, recuperando a memória sofrida e rica da população brasileira. Em junho, se candidatou à cadeira número 7 da Academia Brasileira de Letras, vaga desde a morte do cineasta Nelson Pereira dos Santos, entretanto, recebeu apenas um voto, perdendo a vaga para o cineasta Cacá Diegues.

9

Djamila Ribeiro

Djamila é mestre em filosofia, com ênfase em teoria feminina, e se tornou uma das principais vozes do movimento negro feminino. Foi incentivada desde cedo pelo pai, um estivador, e que foi um dos fundadores do Partido Comunista na cidade de Santos, a discutir e defender a causa negra no Brasil. Aos 18 anos, integrou a ONG Casa de Cultura da Muher Negra, onde consolidou sua luta pela causa. É autora dos livros ''Quem Tem Medo do Feminismo Negro'' e ''O Que é Lugar de Fala?''. Djamila é

10

Nina Silva

Nina é uma das 100 afrodescentes mais influentes do mundo. Defende que ''toda tenologia tem que ser social''. Formada em administração de empresas, trabalhou no setor de TI de empresas como a L'Oreal, Honda e Heineken e atualmente é project manager lead na ThroughtWorks, consultaria global de tecnologia, na qual desenvolve aplicativos e softwares. Criou o Movimento Black Money, uma comunidade de afroempreendedores que tem como objetivo fazer o dinheiro circular mais tempo entre pessoas negras.

11

Lea T - modelo transgênero

Leandra Cereza, de 37 anos, é uma modelo transgênero. Filha do jogador de futebol Toninho Cerezo, ela sofreu na pele as dificuldades em relação à aceitação de sua identidade de gênero. Foi criticada pela mãe e o pai chegou a não considerá-la como filha. Teve depressão e até pensou em suicídio. Entretanto, em 2010, graças à ajuda do estilista Riccardo Tisci, Lea estrelou uma campanha para a grife Givenchy e acabou estourando no mundo da moda.

12

Gina Vieira Ponte

Idealizadora do projeto ''Mulheres Inspiradoras'', que incentiva nos alunos a leitura de biografias de mulheres que tiveram papéis importantes no cenário mundial. Após conhecerem as histórias, os alunos entrevistam mulheres de suas comunidades e tudo é registrado em um livro coletivo. O projeto foi reconhecido com diversos prêmios, dentre eles o Nacional de Educação e Direitos Humanos, Professores do Brasil, Construindo a Igualdade de Gênero e Ibero-Americano de Educação em Direitos Humanos.

Clique para ler mais e assistir ao vídeo
Ou então