Esta semana o empresário Elon Musk, de 47 anos, fez uma publicação no Twitter [VIDEO]que provocou a revolta da Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), instituição que supervisiona as atividades da Bolsa de Valores dos EUA.

Na rede social, o bilionário publicou que sua companhia de automóveis, a Tesla, produziria cerca de 500 mil veículos neste ano, porém a informação não reflete os dados divulgados pela empresa junto aos acionistas no final do mês de janeiro.

Na carta publicada pela Tesla, a produção e venda do veículo do Modelo 3 da marca alcançaria a margem de 400 mil unidades.

A partir da declaração imprecisa, a SEC foi à Justiça contra Musk.

A instituição solicitou ao bilionário [VIDEO] e à Tesla os documentos que respaldam suas afirmações. Se o juiz considerar que as declarações publicadas na rede social não foram confirmadas por meio desses documentos, a autoridade podem punir o empresário por violação de acordo com a SEC.

O empresário se retificou com um novo tuíte em que explica que a Tesla pode alcançar um ritmo de produção anual de 500 mil carros no final de 2019 e não que este seria o número de produção ao longo do ano vigente.

Polêmica reincidente

Esta não é a primeira vez que o empresário enfrenta problemas judiciais com a Comissão da Bolsa de Valores americana por conta dos seus tuítes. No mês de agosto do ano passado, Musk declarou no Twitter que assegurou um financiamento para suportar a retirada da empresa da bolsa e que para realizar essa operação, pagaria o valor de US$ 420 por ação.

Já em setembro, ainda em 2018, a Comissão do Mercado de Valores dos Estados Unidos alcançou um acordo com o empresário onde afirmava que Elon Musk deixaria a presidência da Tesla durante três anos e, em troca, não seria processado por fraude.

No entanto, esse acordo solicitava ainda o pagamento de US$ 40 milhões, além da nomeação de dois conselheiros independentes para seu conselho de administração, a criação de um outro comitê de conselheiros independentes e, também, controle sobre as publicações do empresário, a fim de supervisionar a comunicação digital de Elon Musk.

Por sua vez, a SEC alega que estas publicações comprometeram o valor das ações da companhia automobilística, já que após a postagem do empresário no microblog as ações de Tesla perderam 4,02% na movimentação dos mercados financeiros pós-fechamento da Bolsa de Valores de Nova York (EUA).

A assessoria de imprensa da companhia emitiu nota alegando que Elon Musk cometeu um erro, mas que também o corrigiu imediatamente.

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