Funcionários de unidades de refinarias de petróleo norte-americanasiniciaram um processo de greve, que segundo o sindicato, as reivindicações são feitaspor causa da falta de preocupação em que as indústrias tem em não abordarquestões de segurança nas atividades desenvolvidas.

Neste sábado (20), as motivações de paralisação também seestenderam a uma das maiores instalações de processamento de petróleo dosEstados Unidos, a Motiva Port Arthur Refinery, que chega a refinar cerca de 600mil barris de petróleo por dia.

A unidade Motiva Enterprise LLC é uma dassubsidiárias da Saudi Aramco, também de refino de petróleo, que tem como um deseus sócios a Shell. A greve foi anunciada logo após as negociações realizadasentre o sindicato e os representantes da unidade, na sexta-feira (19) a noite,não terem êxito.

O sindicato já notificou a indústria de processamento, quedentro de 24 horas, outras duas unidades da Motiva também vão deixar derealizar suas atividades. Segundo uma notificação da Shell, unidades da MotivaNorco, Shell Chemicals e Motiva Convent já anunciaram que poderão entrar emgreve caso o acordo não seja feito.

A Royal Dutch Shell já fez sete propostasao sindicato dos metalúrgicos, responsável pelas negociações que envolvem aindústria do refino de petróleo, contudo, todas foram recusadas.

As motivações que levaram a ampliar a greve se deve ao fatode que as questões de segurança não tiveram a devida atenção durante asnegociações, já que a indústria se recusa a aplicá-las, segundo Leo Gerard, presidenteda USW Internacional.

As propostas feitas pelo sindicato são referentes a umnovo acordo para os próximos três anos, definindo além dos padrões desegurança, salários e benefícios aos trabalhadores.

Embora esteja acontecendo um grave conflito trabalhista,muitas refinarias ainda continuam operando e mantendo suas atividadesnormalizadas. A situação representa 5 mil grevistas atualmente, atingindo 13%da capacidade dos Estados Unidos.

Caso não haja um acordo até o domingo de manhã (22), entre aindústria e o sindicato, as refinarias de Louisiana (EUA) poderão também aderir à paralisação,o número de funcionários que entrarão em greve pode chegar a 6.650. Cerca de 12refinarias, distribuídas em 15 unidades, irão ter suas atividades paradas, oque para os Estados Unidos, representa uma participação de 18,5% da capacidadede produção do país.

Siga as suas paixões.
Fique atualizado.

Caso realmente ocorra a greve, o país vai registrar a maiorparalisação do setor de refino de petróleo desde 1980, o que representa para a economiados Estados Unidos uma grande perca. 

Não perca a nossa página no Facebook!