A Caixa Econômica Federalanunciou na última segunda-feira(27), que baixará o limite de financiamento deimóveis usados a partir do próximo dia 04 de maio. O banco afirma que o focodos financiamentos passará a ser os imóveis novos, cujo destaque deverá ser ahabilitação popular, ou seja, operações do programa Minha Casa, Minha Vida erecursos do FGTS.

A redução para as operações definanciamento através do Sistema Financeiro de Habilitação (SFH) será de 30%.Antes das mudanças, o limite de financiamento por SFH era de 80%, enquantoagora passará a ser de 50%.

Nas operações através do Sistema de AmortizaçãoConstante (SAC), a redução é a mesma, passando de 70% para 40% de possibilidadede financiamento pela Caixa.

Na prática, as mudanças implicamna exigência de que o comprador do imóvel usado possuía 50% do valor total doimóvel, no SFH, para dar de entrada, podendo financiar apenas a outra metade domontante.

Especialistas indicam que, em umprimeiro momento, a medida poderá estimular a compra de imóveis novos.

Noentanto, a médio prazo, a grande redução do valor de financiamento disponívelna Caixa fará com que os preços do mercado de usados caia. Isso porque a demandadeve ser menor, devido às dificuldades de se obter uma fatia tão grande domontante total para se dar de entrada.

Além disso, eles apontam que asolução para os compradores deve ser buscar financiamentos em bancos privados que, no entanto,cobram taxas superiores às cobradas pela Caixa.

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No último ano, a taxa definanciamento imobiliário em bancos públicos variava de 6,03% e 7,15% ao ano,enquanto a taxa média dos bancos privados era de 9%.

De acordo com Flávio Padro,vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, outro problema está nofato de que os bancos privados não serão capazes de absorver todos os clientesque deixarão de ser atendidos pela Caixa Econômica Federal. Ele afirma que,caso não haja uma reversão do quadro, eles também serão obrigados a reduzir seus limites de financiamento.

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