O Chevrolet Cruze ganha novos contornos em sua segundageração, que será apresentada nos Estados Unidos entre o final de junho e oinício de julho próximos. A versão 2016 chega com desenho mais aerodinâmico evolumes integrados - o pára-brisa bastante inclinado e o porta-malas curto dãouma nova silhueta para o modelo mais vendido da General Motors no mercadonorte-americano. No Brasil, onde o Cruze ocupa a quarta posição entre os sedãsmédios, não há planos para sua atualização. “Seguimos trabalhando nodesenvolvimento de um novo compacto global”, pontua o presidente da subsidiáriasul-americana da GM, Jaime Ardila.

Se, lá, o Cruze levou a Chevrolet de uma posição comercialdiscreta para o terceiro lugar da categoria, atrás apenas de Honda Civic eToyota Corolla, aqui sua participação entre os sedã médios caiu de 11,4%, em2013, para 7,5%, no primeiro quadrimestre deste ano. Nos EUA, o modelo vendeumais de 273 mil unidades, em 2014, mas seu desempenho comercial caiu 6,2% nosúltimos quatro meses.

Enquanto, no Brasil, a GM segue em ritmo de espera por causada retração do mercado nacional, estão sendo investidos US$ 350 milhões - oequivalente a R$ 1,06 bilhão - na planta mexicana de Ramos Arizpe para produçãodo novo Cruze.

Ao todo, a companhia vai aplicar US$ 5 bilhões - o equivalente aR$ 15,2 bi - no México, nos próximos anos, para modernização de suas fábricas,quase o tripo do R$ 6,5 bi anunciados para a subsidiária tupiniquim, entre 2014e 2018.

Com o novo perfil, chamado de sweptback, o Cruze completa arenovação da gama de sedãs norte-americanos da Chevrolet, se juntando ao Impalae ao também novo Malibu, que chega aos revendedores no final deste ano.

A novageração foi flagrada sem camuflagens, na Califórnia, durante uma sessãofotográfica para o material de lançamento. Visto de frente, ele surge bemdiferente da versão chinesa (revelada pela Shanghai GM, no ano passado) e o destaque fica por conta da grade bipartidaque se estende até os faróis, que estão mais finos e envolventes - o conjuntoóptico também integra uma fileira de luzes diodo (LEDs).

As lanternas traseiras mantém dois elementos destacados,mas, agora, trazem contornos mais homogêneos. O maior mudança em termosconceituais, comparada à geração atual e ao modelo brasileiro, está nacarroceria mais esculpida, com contornos bem delineados, seguindo umaorientação de estilo que consagrou os sedãs sul-coreanos e que, agora, vempautando as gigantes norte-americanas - vide os novos Fusion e Focus, da Ford,que já aderiram à moda.

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A semelhança com o novo Volt, o modelo elétrico daChevrolet com que o Cruze compartilha a plataforma D2XX, também é inegável.

No campo das motorizações, o Cruze 2016 vai destacar a novaunidade 1.8 litro 16V, com injeção direta e nada menos que 185 cv, além do novomotor Ecotec (turboalimentado, 1.5 litro 16V) de 160 cv. Já no campo da tecnologia,o sedã trará o sistema multimídia MyLink 2.0 e a nona geração do controleeletrônico de estabilidade (ESP).

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