Paraagosto, a equipe econômica do governador José Ivo Sartori preparaum projeto a ser encaminhado à Assembleia Legislativa quecontemplará o aumento de impostos como, por exemplo, o ICMS. Segundocálculos da Fazenda do Rio Grande do Sul, caso aprovado, o pacotetraria uma arrecadação de R$ 2 bilhões para os cofres públicos.

LuizCarlos Bohn, presidente da Federação do Comércio de Bens eServiços do RS (Fecomercio), garantiu que será absolutamentecontrário ao aumento das tarifas e que não será mexendo no ICMSque o estado encontrará soluções para sair da crise.

Para Bohn, anova manobra tiraria recursos da economia dos gaúchos.

“Vaiser uma briga muito feia se essa proposta sair do papel e for pararna Assembleia Legislativa. E nós vamos estar lá incomodando muitopara que ela não seja aprovada. Compreendemos o momento complicadovivido, mas de modo algum poderemos aceitar aumento nos impostos.Somos radicalmente contra. Já foi testado outras vezes e não deuresultado”, opina o empresário.

Emagenda no município de Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha, noinício desta semana, Sartori não confirmou oficialmente o aumentona taxa do ICMS para os gaúchos.

No Salão de Eventos do Centro deIndústria e Comércio (CIC), diante de uma plateia repleta deempresários, o governador apenas reforçou que essa é apenas umadas alternativas para o enfrentamento do déficit.

“Nestemomento não existe nada disso. Quando tivermos, vamos anunciar. ASecretaria da Fazenda evidentemente faz os seus estudos e tem as suasorganizações. Mas reafirmo que, por enquanto, não tem nada.

Agora,claro que a dívida é enorme. Desde 1971, o RS teve somente seteanos de arrecadação superior ao que teve de despesa. É sócalcular”, despistou o peemedebista.

Poronde vai, José Ivo Sartori faz questão de ressaltar os númerosmais importantes que desfalcam os cofres públicos do Piratini. Elelembra que a dívida total do RS atinge R$ 54 bilhões e que oorçamento do estado para 2015 tem déficit estimado em R$ 5,4 bi.

Não perca a nossa página no Facebook!