O popular cafezinho, bebidaconsumida pelos campistas em padarias, bares e lanchonetes e que serve comoelemento de sociabilidade entre amigos, está cada vez mais amargo, devido à inflação.

Enquanto opreço médio da bebida é de R$ 1, há locais que cobram variações deste valorpara mais e para menos, fazendo com que a bebida seja encontrada no comércio aovalor mínimo de R$ 0,35 (com direito a um pão doce com manteiga) até R$ 2.

Até bem pouco tempo atrás o preçomédio do cafezinho nas principais padarias e lanchonetes do custava R$1.

Encontrar uma padaria que cobre 100% deste valormédio chega a assustar. Por outro lado, há quem ofereça um copo de caféacompanhado de um pão (massa doce) com manteiga ao preço de R$ 0,35.

Claro queeste valor é subsidiado e custeado pelos governos locais, mas já houve tempoem que além do café com pão, o mesmo local ainda oferecia uma fruta comolaranja, banana ou maçã.

O economista e coordenadorregional norte-fluminense do SEBRAE, Gilberto Soares dos Reis, explicou que umadas maiores dificuldades que ele e o SEBRAE tem encontrado no empresariado é asua deficiência na formação de preços:

- Na maioria das vezes eles nãoutilizam a fórmula adequada.

Eles praticam preços que acham que é o preço a serpraticado. Muitas vezes eles colocam o preço que eles tomam prejuízo, mas eleacha que simplesmente se ele pegar o custo daquilo ali e jogar 100% ele estátendo lucro, não é verdade. Muitas vezes ele superestima esse preço e acabavendendo menos porque o preço está superestimado, contou o coordenador.

Ele explica que muitas vezes oempresário chega ao preço final do produto baseado apenas no seu feeling.

Mas para chegar ao valor finaldo produto a ser vendido o empresário precisa compreender algumas coisas:

- Ganhando em cima de umametodologia adequada onde você tem de levar todos os custos que compõem aqueleproduto, mais a carga tributária, mais o custo operacional do custoadministrativo, normalmente ele não leva em consideração todas essasinformações na hora de compor o seu preço, explica.

É por isso que o consumidor sedepara com preços abusivos e absurdos na praça, onde a diferença de preçosentre um estabelecimento comercial e outro é de praticamente 100%.

Ainda assim,Gilberto alerta que muitas vezes a empresa está com preço baixo e em outros casoscom preços acima da média, o que resulta em distorções do mercado.

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