Noinício de julho, um ato que reuniu mais de 9 mil pessoas no centrode Porto Alegre (RS), com a participação de servidores da área dasegurança pública do Rio Grande do Sul, deu ao governador José IvoSartori (PMDB) e sua equipe a exata dimensão da insatisfação dofuncionalismo com a possibilidade de congelamento de salários.

AManifestação causou transtornos à cidade. Linhas de ônibustiveram seus itinerários alterados e algumas vias importantes docentro da capital, como Mauá, Siqueira Campos e Azenha registraramfilas e congestionamentos.

A tarde de caos foi uma prova da forçamobilizatória que os servidores públicos gaúchos têm.

Arejeição com a proposta de parcelamento de salários estudada pelaequipe financeira que integra o Governo de Sartori não foi a únicapauta apresentada pelos representantes da segurança. O protesto, quechegou a reunir Brigada Militar e Policia Civil, também exigiamelhores condições de trabalho e mais respeito com a categoria.

OSindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers-Sindicato)apoiou os agentes da segurança e deram mais peso à manifestação.Com cartazes, faixas e adesivos, sob o frio típico do invernogaúcho, os policiais usaram até carro de som para desferir palavrasde ordem contra o governo comandado pelo peemedebista José IvoSartori.

IsaacOrtiz, presidente da Ugeirm Sindicato, entidade que representa ospoliciais civis, explicou o motivo de tamanha mobilização logo emfrente ao Palácio Piratini, centro e local de governo de todos osgovernadores do RS.

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“Oque nos mobilizou dessa forma foi a insatisfação comrelação à insegurança pública que está cada vez mais seinfiltrando no Rio Grande do Sul e nós não vemos nenhum tipo dereação para combater isso por parte do governador Sartori. Nada éfeito para combater a criminalidade e muito menos a brutalidade”,lamentou Ortiz.

Aclasse dos agentes de segurança pública do estado sente na pele oefeito da politica de corte de despesas implementada pela gestãoSartori.

O policiamento ostensivo virou raridade nas ruas gaúchas eaté o valor destinado ao combustível das viaturas foi reduzidodrasticamente. No interior, a situação se acentua e acaba gerandoinsegurança às comunidades.

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