Relatório mostra que a miséria se expande na Argentina.

Nesta semana, foram divulgados índices assustadores sobre sua situação econômica. O país vizinho, mergulhado na crise, se torna manchete de periódicos internacionais e nas redes sociais. A imperícia do governo trouxe resultados desanimadores.

O relatório da pobreza no país vizinho publicado pela UCA - Universidad Católica Argentina, revela que 28,7% dos argentinos vive em estado de pobreza. Os resultados foram publicados nesta terça-feira (14). Eles são provenientes de estudos econômicos desenvolvidos em levantamentos efetivados diretamente em entrevistas.

A revelação do "barômetro da dívida social", provoca preocupação na comunidade financeira internacional.

Os dados englobam um tempo de estudo que ocupou as equipes de investigadores durante os anos de 2013 e 2014. Os resultados de 2015, ainda não foram apresentados, mas os especialistas da universidade consideram que eles aprofundam ainda mais a situação argentina.

O INDEC - Instituto Nacional de Estadística y Censos, ligado à presidente Cristina Kirchner, contesta os dados divulgados. O instituto nega estes valores levantados como comprovação da taxa de indigência nos lares e na população. Eles revelam que 3 entre cada 10 argentinos vivem em um estado de miséria. A divulgação de resultados opostos ao que revela dados publicados pelo governo ou críticas, podem levar a resultados negativos, como observado na morte de Natalio Alberto Nisman.

Especialistas da UCA revelam: "infelizmente, se constata que, apesar das medidas orientadas à proteção dos setores mais pobres boa parte da sociedade vive sem um mínimo de condições dignas de subsistência econômica e integração social".

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Os dados contestados pelos especialistas, deixam de revelar medições semestrais da pobreza no país, um possível indicativo de manipulação de resultados, que esconde a triste realidade vivenciada no país vizinho.

A discussão entre o governo e os responsáveis pelas medições privadas desenvolvidas sobre a situação econômica do país são considerados prejudiciais e como uma nuvem de fumaça que colocam em dúvida o que é possível observar nas ruas e nos índices publicados. Enquanto isso, a presidente Cristina Kirchner se defende e divulga resultados contraditórios a estes índices.