A constante elevação da taxa inflacionáriapelos economistas do Banco Central tem causado danos à economia brasileira, umavez que a alta de impostos tem causado o fechamento de estabelecimentoscomerciais nas principais cidades brasileiras e até mesmo em Campos dosGoytacazes (RJ). Em um efeito dominó, o nível de Desemprego aumentou, apopulação tem deixado de consumir e o comércio está sofrendo com as quedas.

No balanço efetuado no primeirosemestre deste ano, o economista e presidente da Federação das Câmaras deDirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro - FCDLRJ, Marcelo Mérida Aguiarsalienta que independentemente das datas promocionais que são as mais fortes, ocomércio apresentou queda preocupante.

“De fato este ano, a retração nocomércio ocorreu nos períodos de datas promocionais. Mesmo com o fluxo depessoas nos centros comerciais e nas ruas de Campos, nós realmente sentimos adiferença é no caixa da empresa. O comércio apresentou uma queda no seu volumede negócios na ordem de 8%, em relação ao ano anterior”.

Reflexo da economia osupermercado têm sido o termômetro, uma vez que o volume de vendas efetuado alidemonstra se o brasileiro está guardando o dinheiro para compras de gêneros deprimeira necessidade como alimentação e artigos de limpeza.

“Temos tido alguns números específicossetoriais que chamam a atenção, e o setor de supermercados, que é um setor denecessidades está mostrando essa mudança comportamental do brasileiro pelaquantidade de vezes que ele vai ao supermercado. Sem dúvida, é bem verdade quepor ser gênero de primeira necessidade, ele pode diminuir o quantitativo, masnunca se deixa de consumir”, relata Aguiar.

O setor de supermercados é umsetor diferente de outros setores uma vez que a população não posterga comprasde alimentos e material de higiene, ao contrário de outros setores comoeletrodomésticos ou supérfluos como jóias.

“O supermercado sofre, mas é umsetor que ninguém posterga. Ele é um termômetro da economia porque é o últimosetor a sofrer as conseqüências, mas também é o primeiro a ser reconhecido comoparâmetro de aumento de preços. Porque quando os preços sobem, a população logoenxerga, uma vez que os primeiros sintomas da inflação são mostrados nossupermercados”, afirma Aguiar.

Em outros tempos, economistaschegaram a afirmar que o supermercado era o vilão da inflação, entretanto hoje,o presidente da FCDLRJ, contrapõe tal visão.

“O supermercado não é o vilão,muito pelo contrário, em grande parte dos estudos econômicos, a alimentaçãosegurou o processo inflacionário. Os grandes economistas hoje, estãoencontrando dificuldades para encontrar o vilão, o culpado, porque há umconjunto de fatores que influenciam a economia e a inflação”, disse Aguiar.

Vale lembrar que a situação daCrise econômica brasileira é diversificada uma vez que o Estado do Rio deJaneiro está sofrendo as conseqüências da queda da receita dos royalties dopetróleo e do preço do barril que sofreu uma queda vertiginosa. 

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