A agência de classificação de risco Moody's informou no começo da noite desta terça-feria (11) que alterou a notade crédito do Brasil de Baa2 para Baa3. Com a mudança, o país mantém o grau de investimento conferido a paísesconsiderados seguros para investir, mas fica a um passo de ser rebaixado para o grau especulativo, referente a paísescom qualidade de crédito questionável.

No mercado financeiro, a nota de crédito de um país funciona como um "certificado de segurança" que as agências declassificação dão a países que elas consideram com baixo risco de calotes a investidores.

A performance econômicaabaixo do esperado, a tendência de crescimento dos gastos governamentais e a falta de consenso político sobre asreformas fiscais, segundo a Moody's, foram os motivos para o rebaixamento da nota brasileira.

Em relação às expectativas anteriores, a agência informou que o volume e a capacidade de pagamento da dívida do paíscontinuarão a se deteriorar até o fim de 2016 a níveis piores do que o de outros países classificados no patamar Baa.A agência ainda informou que espera que a crescente carga da dívida brasileira se estabilize apenas no fim do atualmandato da presidente Dilma Rousseff.

Apesar do rebaixamento da nota, a Moody's afirmou que ainda observa no Brasil pontos fortes para a sua manutençãono grupo de países classificados como de investimento seguro. A capacidade de suportar choques financeirosem razão das amplas reservas internacionais, o balanço patrimonial do Governo com exposição relativamente limitada àdívida em moeda estrangeira e a títulos de dívida em poder de não residentes no Brasil e uma economia grande ediversificada são os principais motivos apontados pela agência.

Agora, já são duas importantes agências de classificação de risco que colocam o Brasil no último degrau dentro dograu de investimento. No fim do mês passado, a agência de classificação de risco Standard & Poor's já havia anunciadomudança da perspectiva da nota de crédito brasileira, levando o país a ficar também a um passo de perder o grau deinvestimento.

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