A fraca atividade econômica no Brasil e o crescimento da taxa de desemprego tem impactado na capacidade dosbrasileiros em pagar suas dívidas, segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.Nesta terça-feira (11), o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)divulgaram dados da inadimplência dos consumidores no mês de julho.

Houve uma alta de 4,47% no número deinadimplentes em comparação com o mesmo período do ano passado.

Na mesma comparação as vendas a prazocaíram 3,26%.A região Sudeste concentra a maior parte dos consumidores inadimplentes, 39,88%. Em seguida, vêm as regiõesNordeste, com 25,97%, e Sul, com 12,98%.

Em relação as dívidas atrasadas, o Sudeste também aparece na frente,com 40,61%, o Nordeste vem novamente em seguida, com 24,80%, e o Sul aparece em terceiro,com 14,55% dos atrasos.

No mês passado a CNDL e o SPC Brasil já haviam apresentado que no primeiro semestre de 2015 o númerode devedores havia crescido 4,6% em relação ao primeiro semestre de 2014.

Os dados do balanço indicavamque 2015 apresentou o pior resultado para o primeiro semestre dos últimos três anos.

No primeiro semestre do ano passado, a inadimplência havia chegado a 3,53%. E em 2013, foi de apenas 2,83%.

O número de brasileiros presentes no cadastro de devedores também aumentou. Saltou dos 56,5 milhõesem junho deste ano, para 57 milhões de consumidores no mês passado. Segundo o presidente do CNDL,Honório Pinheiro, a conta indica que quatro em cada dez brasileiros adultos têm o nome sujo atualmente.

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Política

Entre os principais culpados pela alta na inadimplência, estão as dívidas com energia elétrica e água que apresentaramaumento de 13,24% na comparação com o mesmo período do ano passado. E pela falta de chuvas frequentes em grandeparte do país, parece que continuarão a ser os principais vilões em agosto.

Entre os segmentos com maior participação no volume de pessoas com pagamentos atrasados, os bancos aparecemdisparados na frente, com 40,92% do total de dívidas.

Em seguida, vem o comércio, com 20,14% e a telefonia,internet e TV a cabo, com 14,72%.

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