Projeto quepropõe a alteração da correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço é matéria que está na pauta da Câmara dos Deputados para ser votada hoje.

Na prática,a proposta defendida pelos autores do projeto e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, é que o valor depositado, no Fundo, tenha correção igual ou maior ao da poupança.A remuneração, atualmente, considera a Taxa Referencial (TR) mais 3%. Se o projeto for aprovado, como está, o rendimento passaria a ser a TR mais 6%.

Essa regra passaria a valer somente para depósitos efetuados a partir de 2016.

Os defensores da mudança na correção do Fundo garantem que o atual modelo vem trazendo prejuízos para o trabalhador, que tem seu dinheiro desvalorizado ano a ano, pois a TR, índice utilizado para fazer a correção monetária, vem sofrendo redução e não tem acompanhado a inflação.

Embora os deputados sejam simpáticos ao projeto, o Governo federal não é, e faz jogo duro. O Planalto faz críticas àproposta e argumenta que um aumento na correção do FGTS pode impactar, diretamente, programas de financiamento da casa própria, inclusive o Minha Casa, Minha Vida.

Segundo o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, há o risco de aumentar os juros para financiamentos, com consequente aumento das prestações dos imóveis.

Relembrando, o dinheiro depositado no FGTS, é usado pelo governo para financiarobras de infraestrutura, saneamento e financiar a construção e aquisição de moradias.O governo diz que, para garantir a correção maior para os trabalhadores, os empréstimos seriam realizados com taxas de juros mais altas.

Dessa forma, o aumento do valor das prestações do financiamento imobiliário, aumentaria em 37,7%, estima a Caixa Econômica Federal.

Diante desse cenário, o governo começa a se articular para negociar a mudança no projeto. O líder do governo na Câmara, José Guimarães, considera a proposta mais um item da "pauta - bomba" e busca entendimentos com a Câmara dos Deputados, no sentido de encontrar uma solução que atenda ao governo e aos trabalhadores.

O deputado Guimarães participou na manhã de hoje, 18, de reuniãosobre a matéria, com o vice-presidente Michel Temer, ministros, entre eles Nelson Barbosa do Planejamento e Levy da Fazenda, e o relator do projeto, Rodrigo Maia (DEM-Rj).

Na saída,o vice-presidente afirmou que as negociações estão caminhando bem, e deputados jáadmitem mudanças do projeto para atender ao governo.

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