O fantasma da Crise econômica voltou ao Brasil depois de quase uma década de pleno crescimento. E seus sintomas já são sentidos: taxa de desemprego de 7,6 em agosto, de acordo com o IBGE; dólar atingindo o maior valor da história (R$ 4,1461), a proposta do Governo de criar uma nova CPMF para equilibrar as contas públicas, entre outras.

É o momento do brasileiro se desesperar? Para o empresário Abilio Diniz, fundador do Grupo Pão de Açúcar e um dos maiores investidores do país, não.

Em artigo publicado no Pulse, o blog do LinkedIn, onde é um dos maiores influenciadores, ele diz que “algumas pessoas estão criticando o país e deixando de investir”, mas que isso não é uma decisão acertada.

“Investir no Brasil, quando se olha tudo, vale a pena. E isso não é retórica. É o que eu e as empresas da qual faço parte estamos fazendo”, diz.

Abilio lembra que a primeira grande crise que enfrentou foi em 1960, com o Golpe Militar, quando os negócios de seu pai ainda eram incipientes.

Mais dura ainda, segundo ele, foi a inflação dos anos 1980, quando o país precisou de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI). “A crise econômica aguda contribuiu para acelerar a queda da ditadura, mas a democracia não significou o fim das nossas crises econômicas”.

Algumas crises econômicas pelas quais o Brasil passou, declara Abilio Diniz, vieram de influências externas. Para ele, apesar de tudo, as empresas brasileiras sempre encontraram meios de crescer.

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“Eu sou a prova disso”, acrescenta, discorrendo sobre como o Pão de Açúcar, mesmo diante das várias crises enfrentadas, se tornou um dos maiores grupos varejistas do mundo. “Temos gestores da melhor qualidade, criados e testados nas crises mais duras, que pareciam impossíveis de superar, mas foram superadas”.

O artigo intitulado “Crise: perigo ou oportunidade”, que já foi visto por mais de 40 mil pessoas, é finalizado com uma chamada para a ação: “a hora, portanto, é de mostrar que o Brasil é muito mais forte que suas crises e seus governantes”.

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