Determinados países da América Latina continuam atraindo cada vez mais a descrença dos mercados financeiros internacionais.

Alguns acontecimentos da economia mundial, tais como: preços mais baixos das matérias-primas para a produção dos países; os norte-americanos, que depois de 10 anos pararam com a taxa de juros baixíssima; o Governo de Pequim desacelerando a economia da China e, com isso, germinaram crises econômicas, por exemplo, na Venezuela e no Brasil, fazendo com que aumentasse a volatilidade do custo que a América Latina tem de negociar por meio de financiamentos. 

Tanto é assim que o termômetro do risco-país (funciona para medir a desconfiança dos vários mercados financeiros) apresenta um momento de transição drástica através dos meses passados.

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A recessão parruda e a possibilidade de impeachment da presidente brasileira Dilma Rousseff fizeram com que o prêmio de risco do Brasil fechasse 2015 com taxa acima a de um país vizinho, a Argentina, muito embora os “hermanos” passem por problemas desde 2014, oriundos da guerra declarada com os chamados fundos abutres dos EUA.

Vale ressaltar que os 12 anos de governos, auto-entitulados de kirchneristas, parecem ter atrapalhado mais que os labirintos da economia do país portenho. 

O risco-país do Brasil está com 542 pontos básicos (tendo aumentado em 99% em 2015), já o da Argentina é de 465 pontos e decresceu 33%. Países que necessitam diretamente do petróleo, como o Equador e a Venezuela, têm prêmios de risco de 1.270 e 2.883 pontos básicos respectivamente.

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Quando o país ultrapassa a casa dos 1.000 pontos aponta a possibilidade de ser um mal pagador. Foi assim que Rafael Correia, do Equador, manifestou-se há 2 semanas que, “é a 1.ª vez na história” que o seu país terminou de quitar por completo o capital de um título público emitido fora do Equador, justamente para exorcizar a fama de mal pagador que acompanha aquela nação.

Outro risco-país que inspira cuidado é a elevação do prêmio de risco da Colômbia.

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“A paralisação sem avisar da economia colombiana teve um efeito bastante negativo sobre o risco em si e a queda do peso também prejudicou”, disse Oscar Ugarteche, professor da UNAM - Universidade Nacional Autônoma do México. E por falar em México, o prêmio de risco deste cresceu 26%, tendência trilhada pelo Peru.

O Chile por sua vez se mantém afastado dos problemas de inadimplência de pagamentos que assolam os demais latino-americanos. Possui reduzida dívida pública líquida, ou somente 1,6% do seu PIB, com um prêmio de risco dos menores da área - 254 pontos.

Ugarteche salienta que “México, Peru e Chile são seguidores das leis do capital financeiro e ficarão bem. A leitura de um risco provável da falta de pagamento é a percepção de alguém que acha que isso pode acontecer”.

“Muito embora a Argentina tenha restrições financeiras pela sua queda de braço com os fundos abutres, tem um prêmio de risco evoluindo em baixa. O que não acontece com o Brasil, detentor de mais desvios negativos, conforme a avaliação dos mercados”, diz Eduardo Levy Yeyati, professor visitante da universidade norte-americana de Harvard.

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