Como já era previsto pela maior parte dos economistas brasileiros, o desemprego deve aumentar no Brasil em 2016. E a previsão foi confirmada por uma pesquisa realizada pela 19ª edição da PricewaterhouseCoopers, que avalia empresários e homens de negócios de mais de 80 países pelo mundo.

De acordo com a atual pesquisa, 93% dos executivos brasileiros planejam cortar custos de suas empresas neste ano, o que significa, na prática, reduzir o número de funcionários, maior custo para qualquer empresa, sobretudo, em um país assolado por uma Crise econômica e com um Governo sob o risco de impeachment.

Ao todo, 46 empresários e executivos brasileiros foram entrevistados e ouvidos pela pesquisa, que deve ser muito discutida no Fórum Econômico Mundial, iniciado nesta quarta-feira, dia 20 de janeiro, em Davos, e que terá a participação do atual Ministro da Fazenda do Brasil, Nelson Barbosa (que recentemente substituiu Joaquim Levy na pasta).

Crítica ao Governo Dilma

Uma tônica foi bastante comum entre os empresários entrevistados: a crítica severa ao governo da presidente da República Dilma Rousseff (PT).

Segundo a pesquisa, quase 100% dos entrevistados (98% para ser mais exato), consideraram o Governo Federal ineficaz e incapaz de obter um sistema tributário compreensível, seguro e efetivo.

Ainda segundo a pesquisa, 85% dos empresários lamentam profundamente que o Governo Dilma não tenha conseguido elevar o nível de emprego no Brasil em 2015.

Crise deve continuar em 2016

Para o economista Adriano Fonseca, o resultado da pesquisa feita em dezembro do ano passado pela PricewaterhouseCoopers, mas divulgada esta semana para a imprensa brasileira, apenas reflete e confirma o que os economistas já previam: a crise econômica deve permanecer no Brasil em 2016.

“A pesquisa é importante por que consolida o que já havíamos alertado. Com a inflação em alta e com a probabilidade de aumentar, ainda mais, nos próximos meses, muito por conta dos riscos de impeachment, o empresário brasileiro não encontra a menor segurança para novos investimentos, muito pelo contrário, ele se vê ‘apertado’ e a tendência, sempre nessa situação, é reduzir custos, e aí, como sempre, sobra para o trabalhador, que deve continuar perdendo emprego em 2016”, lamenta Adriano.

“Antes de surgir a possibilidade do impeachment da presidente da República Dilma Rousseff, a previsão era que, com o ajuste fiscal, a crise econômica no país começasse a ser controlada no início do segundo semestre deste ano vigente. No entanto, agora, com a inflação batendo recordes de elevação e com a líder maior do país sob risco de perder seu cargo, o empresariado brasileiro recuou de vez e já se planeja para passar por mais um ano inteiro de dificuldades”, conclui o economista.

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Maioria não acredita no fim da crise

Uma última informação sobre a pesquisa da PricewaterhouseCoopers, segundo a mesma, 24% dos empresários entrevistados ainda se declaram confiantes na amenização da Crise no Brasil em 2016 e vislumbram o crescimento de suas empresas nos próximos meses. Entretanto, 72% afirmaram exatamente o contrário. Para estes, a crise deve se agravar este ano e não há perspectivas de crescimento para seus negócios pelos próximos 12 meses.

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