O ministro da Fazenda anunciou ontem, dia 22, a intenção de usar uma certa parte da multa rescisória do FGTS dos trabalhadores de empresas privadas, como garantia de pagamento das parcelas de empréstimo feitos durante  o tempo que estiverem no emprego. O anúncio foi feito no dia em que Barbosa encerrou a sua participação no Fórum sobre economia mundial ,em Davos. 

O governo estuda uma forma de como efetuar este tipo de operação. O ministro declarou que o #Governo não sabe ainda qual a parcela que ele deverá utilizar da multa do FGTS e qual o tipo de juros que deverá incidir sobre este tipo de operação.

A ideia partiu das próprias instituições financeiras

A iniciativa de se utilizar o FGTS para cobrir empréstimos consignados, foi repassada ao governo quando Nelson Barbosa ainda não havia assumido o ministério da Fazenda, estando ainda vinculado ao Planejamento.

O volume de crédito concedido tem uma queda expressiva no último ano

As empresas que trabalham com a concessão de crédito tem ressaltado uma queda no volume de empréstimos concedidos ultimamente.O aumento do nível do desemprego no país contribuiu para esta baixa. Por outro lado, a quantidade de funcionários públicos que contraíram empréstimos consignados tem sido elevada recentemente. Pela proposta apresentada, mesmo os trabalhadores demitidos, que não possuem empréstimo consignado, poderão ser beneficiados com esta modalidade.

O governo justifica ainda o fato de que é preciso avaliar quais os efeitos desta modalidade sobre o FGTS. A preocupação do governo é de utilizar somente um pequena parte do fundo de garantia para cobrir a operação, pois o trabalhador precisa estar resguardado com uma certa quantia, até que possa conseguir um novo emprego.

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Aliás, este raciocínio, partiu também de alguns executivos do mercado financeiro, ao avaliarem o teor da proposta. Segundo os mesmos, esta alternativa poderia levar a um aumento do endividamento interno, visto que, o trabalhador terá que utilizar uma parte deste dinheiro para quitar as suas dívidas e terá menos recursos para uma eventual necessidade. Caso a proposta, depois de analisada, venha a ser aprovada, ela poderá valer a partir do primeiro semestre deste ano.  #Trabalho #Finança