As operações da RBS TV, em Santa Catarina, de propriedade do Grupo RBS, foram vendidas, de acordo com informações da revista Veja.

A emissora era, até então, pertencente ao Grupo RBS que atua nos setores de mídia e telecomunicação.

Os novos donos do negócio são o multimilionário Carlos Sanches, dono do grupo farmacêutico EMS, e do investidor da bolsa Lírio Parisotto, dono da Videolar.

Especialistas do ramo econômico afirmam que o negócio está estimado em cerca de R$ 1 Bilhão de reais.

Ainda segundo a Revista, o CEO da RBS, Eduardo SirotskyMelzer, fará o anúncio esta tarde, depois que as equipes da RBS em Santa Catarina tiverem sido informadas.

O grupo RBS atua nos serviços de tele e radiodifusão, jornais e revistas e recentemente vinha perdendo espaço para a internet.

A RBS TV Santa Catarina era uma empresa-irmã da RBS TV Rio Grande do Sul que continua sob o controle do Grupo RBS. Ambas as emissoras são afiliadas a Rede Globo no sul do país, sendo uma das empresas de comunicação mais importantes do país.

A notícia, ainda segundo a publicação da editora Abril, foi vazada pelo radialista e jornalista Felipe Vieira, que trabalha no conglomerado concorrente, A RIC TV, afiliada a Rede Record.

Em tempo

O grupo RBS coleciona algumas polêmicas ao longo de sua existência.

No ano de 2006 o MPF (Ministério Público Federal) investigou o grupo sobre suspeita de fraude fiscal e práticas de oligopólio e monopólio. A ação, no entanto, foi julgada improcedente em 2011.

Em 2011 a Justiça Federal do RS investigou o então presidente do Grupo, Nelson Sirotski e demais diretores do conglomerado durante a operação Zelotes. A suspeita era de que pessoas ligadas ao grupo atribuíram, a si ou aterceiros, falsa identidade para realização de operação de câmbio e quesonegaram, para o mesmo fim, informações importantes das empresas ligadas ao grupo.

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Na época, segundo a PF, o grupo teria acumuladoR$ 672 milhões de reais em fraudes fiscais.

Ainda a época o grupo emitiu nota dizendo desconhecer as investigações e negando qualquer ato ilícito nas suas operações com a receita federal. Ainda assim, quatro dias depois, Eduardo Sirotski Melzer (atual presidente do grupo) , disse que não sabia de nada, informando: "A receita federal deve estar falando de operações que fizemos com a Telefônica.".

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