Os especialistas do setor financeiro não estão muito confiantese, pela quarta semana consecutiva, informaram a queda da inflação e estimam a baixa do PIB (Produto Interno Bruto) para 2016.

O resultado das estimativas foi informado nesta segunda-feira (4), através do BC (Banco Central), pelo relatório Focus. Foram pesquisadas mais de 100 empresas do setor financeiro.

O prognóstico para 2016 é a queda do IPCA (a inflação oficial do país), que caiu de 7,31% para 7,28%, quarta sequência de baixa do índice.

Mesmo com a queda, o índice se mantem acima do teto, percentual de 6,5% (sistema de metas) e longe do objetivo central que é de 4,5% para este ano.

A estatística de melhoria para a inflação no setor financeiro, neste ano de 2016, se deu após a notificação da inflação do mês de fevereiro. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),o índice foi de 0,9% e no mês passado 1,27%.

A previsão para 2017 é uma inflação de 6%, queestará no teto estabelecido para a meta do período, mas distante do objetivo central de 4,5%, fixado para 2017 pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

A autoridade financeira informou que tentará "circunscrever" o IPCA nos moldes estipulados pelo CMN no ano de 2016 (taxa de 6,5%) e deixar a inflação dentro da meta de 4,5%, em 2017.

O setor financeiro previu um encolhimento do PIB para 2016, em 3,73%, referente à semana que passou, e 3,66% na anterior, e essas quedas chegaram a 11% no total do índice.

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Governo

De acordo com os dados do IBGE, em 2015, o PIB obteve uma queda de 3,8% em seu índice, o mais elevado em 25 anos. A previsão para 2016 é de uma nova retração e, caso ocorra, se seguirá dois anos consecutivos de baixa na economia do país, sequência histórica do IBGE, que se iniciou em 1948.

A estimativa para 2017, de acordo com os especialistas, será de 0,35% para 0,30% e terceira baixa consecutiva do índice.

O setor financeiro estimou queda na taxa Selic, para o final do ano. A estimativa é de 14,25% a.a. para 13.75% a.a., significando uma baixa nos juros em 2016.

Para 2017, a perspectiva é que o índice dos juros não se altere e fique em 12,50% a.a., indicando a caminhada retrativa, para o ano que vem.

De acordo com o relatório Focus, a perspectiva para o câmbio até o fim do ano será uma retração de R$ 4,15 para R$ 4,00.

Segundo os especialistas, em 2017, haverá uma queda da moeda americana que passará de R$ 4,20 para R$ 4,10.

A balança comercial para 2016 é favorável, se elevou de US$ 43,5 bilhões para US$ 44,8 bilhões. A previsão para 2017 é um superávit de US$ 47,5 bilhões, para US$ 50 bilhões.

Em 2016, a prospecção de capitais do exterior para o país, ficou em US$ 55 bilhões e para o próximo ano, a perspectiva é de US$ 55,25 bilhões para US$ 54 bilhões, indicando queda.

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