Os problemas da Petrobras não são poucos, nem simples e agora mais um assunto está preocupando a companhia: ações trabalhistas coletivas movidas por funcionários que trabalham em áreas de risco. Segundo cálculos da própria companhia, em caso de uma vitória dos petroleiros, a empresa pode ser obrigada a pagar até 11,5 bilhões de reais em indenizações.

O julgamento da ação estava previsto para ocorrer ontem, 12, mas foi adiado por conta do horário, pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Filho.

O diretor do Sindicado dos Petroleiros no Litoral Paulista, Marcelo Juvenal, afirmou estar confiante de que “os trabalhadores vão ser contemplados com o que é de direito”.

Ele afirmou também que o caso vem sendo julgado há pelo menos cinco anos e que alguns petroleiros já obtiveram vitórias individuais.

Essas ações representam a maior parte do passivo trabalhista da empresa, calculado hoje em 22 bilhões de reais, no total.

ENTENDA A REIVINDICAÇÃO

Em 2007, a #Petrobras instituiu o chamado instrumento de Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR), englobando o salário dos funcionários e parte dos adicionais que compõem a remuneração mensal. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), isso provocou um ganho para os funcionários dos escritórios e sedes administrativas da empresa e uma perda para os trabalhadores de unidades operacionais como plataformas, terminais e refinarias. Ou seja, os funcionários alegam que a empresa vinha embutindo no valor da remuneração mínima, verbas como os adicionais de periculosidade, noturno e de alimentação indistintamente, tanto para funcionários que tinham esse direito como para os que não tinham.

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Por isso, os funcionários reivindicam uma revisão na metodologia de cálculo do RMNR.

O caso já foi discutido em várias instâncias e tribunais até chegar ao TST, que agora deve marcar uma nova data para julgamento. O valor de 11,5 bilhões de reais foi estimado pela própria Petrobras e projetado no balanço financeiro do quarto trimestre da companhia. #Trabalho #Crise no Brasil