O governo do Presidente interino Michel Temer está realizando medidas econômicas que vão além dos ajustes fiscais e reforma da previdência, mas estão em linha com a diretriz de equilíbrio das contas públicas e redução de despesas orçamentárias.

Apesar do governo ter aprovado o déficit no orçamento de 170,5 bilhões de reais na sua 1ª vitória no congresso. As medidas para geração de caixa no Tesouro Nacional tem sido prioridade da equipe econômica.

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no qual Temer empossou pela primeira vez uma mulher como presidente, a economista Maria Silvia Bastos, vai reduzir ou mesmo acabar com a sua participação em algumas empresas nacionais, principalmente aquelas em que detém menos de 2% de controle acionário.

Existem alguns casos como Petrobras e Eletrobras que o governo tem interesse direto no controle da empresa por meio das ações. Além disso, têm muita relevância na sua carteira as empresas do setor energético, o qual tem R$ 7,3 bilhões em valor de mercado nas seguintes companhias: Cemig, CPFL Energia, AES Tietê, Copel, Eletrobras, Equatorial, Energisa, Light, Renova, Taesa e Tractebel.

As empresas que estão relacionadas na sua carteira com mais elevada participação são: Petrobras (R$ 21,34 bilhões), JBS (R$ 6,21 bilhões), Fibria (R$ 5,09 bilhões), Vale (R$ 3,79 bilhões), Eletrobrás (R$ 2,16 bilhões), AES Tietê (R$ 1,52 bilhão) e CPFL Energia (R$ 1,21 bilhão).

 A venda de participação em empresas que não têm controle acionário é vista como uma medida positiva pelo mercado que acredita que a banco deve gerar novos negócios. O momento da venda dos ativos também é fundamental, já que a mesma carteira que hoje tem valor precificado em R$ 56 bilhões, estava avaliada em pouco mais de R$ 71 bilhões a 12 meses atrás.

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DEVOLUÇÃO DE R$ 40 BILHÕES

Além da necessidade de realizar novos investimentos e financiamentos, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles informou ao site Portal Brasil que o BNDES devolverá à União R$ 40 bilhões neste ano de 2016 e que esses recursos estão ociosos no caixa da Instituição. E a programação é que sejam repassados mais R$ 60 bilhões, gradativamente a cada ano, sendo R$ 30 bilhões no próximo ano e o mesmo valor no seguinte.

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