Assim como no Brasil e em diversos outros países do mundo, especuladores, sonegadores e ladrões do dinheiro públicotransferem quantias milionárias para os chamados paraísos fiscais ou mesmo fazem o que é conhecido no mundo do mercado financeiro como lavagem de dinheiro.

Criminosos estão espalhados por todas as partes e isso não é diferente com opequeno país europeu que é a Grécia. Inclusive, cidadãos comuns daquele país alegam que a evasão de divisas do território grego contribuiu, e muito, para o achatamento da economia helênica.

Por outro lado, a partir do início do próximo ano, as autoridades fiscais do Governo de Atenas poderão ter livre acesso aos bens e catálogos das riquezas de cidadãos de nacionalidade grega em mais de 100 países, destacando-se o destino preferido para os depósitos ilícitos, que é a Suíça.

O conhecido jornal de circulação diária na Grécia, TaNea (As Notícias), revelou que o Ministério das Finanças grego tem como objetivo primárioo Intercâmbio Automático de Informações (AEOIna sigla em inglês) e a obtenção de demais informações financeiras como, por exemplo, a renda completa de uma pessoa, depósitos praticados no exterior, fundos mútuos de investimento,dividendoseaté propriedades adquiridas fora do país de origem.

OAEOIou a Troca Automática de Informações nada mais é do que um braço da OCDE - Co-operation and Development (CooperaçãoEconômicaeDesenvolvimento)que tem por missão o combate da evasão fiscal que os brasileiros conhecem tão bem. Todo esse sistema de intercâmbiofornecerá os dados da conta bancária, nome do titular, data de nascimento, além de outros dados considerados essenciais para eventuais investigações.

O Governo da Grécia terá acesso ao 1.º lote de lotededadoscom informações sobre as contasbancárias abertas e que tiveram depósitosefetuados no exterior ao longo do ano de 2016 em 60 nações distintas.

Os países que cooperarão com os gregos no ano de 2017 estão todos na Europa, à exceção da Áustria, que será incorporada ao sistema automático de troca de informações financeiras somente em 2018. A 2.ª leva de países que transmitirá informações à Grécia tem como representantes os Emirados Árabes, Suíça, Andorra,Singapura, Rússia e o território autônomo de Hong Kong.

Os especialistas financeiros acreditam que asinformaçõesquecomeçarãoa circular em 2017 deverão fluir em enormes quantidades, mas isso não significa necessariamente que todo o cidadão grego que tem grandesativos seja necessariamente umsonegadorfiscal. Antes de tudo, isso é mais um mecanismo de proteção da economia nacional por parte do governo do ministro Alexis Tsipras.

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