O novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn,preside hoje a primeira reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) desde que assumiu o cargo. A expectativa é que, até as 18h desta quarta (20), já se tenha um posicionamento sobre a nova taxa.

Mais cedo, Michel Temer disse que o Banco Central tem "plena autonomia" para definir o percentual, após o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmar que o Governo via "com bons olhos" a redução da taxa, que, atualmente, está em14,25%, um dos patamares mais altos do mundo.

A redução de juros incentiva o consumo, pois barateia o crédito e isso aumenta a inflação. Por isso, o mercado acredita que a taxa seja mantida na atual porcentagem.

A equipe econômica tem afirmado que o objetivo é converger a inflação para o centro da meta, que é de4,5%, até o final de 2017. Por isso, é improvável que haja agora uma redução significativa da Selic, uma vez que a inflação no momento é o dobro da meta. Com a economia em recessão, essa é uma das formas de manter o crédito caro e diminuir o potencial de consumo, diminuindo também a inflação.

Histórico

Desde 29 de julho do ano passado, a Selic vem se mantendo no patamar atual, o mais alto em dez anos. No primeiro governo Dilma, a taxa manteve-se numa média de 10% e chegou a 7,25% em dezembro de 2012, voltando a subir em abril do ano seguinte para 7,50%. No final de 2013, o percentual já chegava a 10% e a 11%, em abril de 2014.

Com a taxa de juros em alta, os investidores ganham mais, pois recebem juros a partir deste índice.

Por isso, a preferência destes é por altas taxas. Para o setor produtivo, trabalhadores e população em geral, quanto menor a taxa, melhor.

Senadores pedem mudança à Dilma

Roberto Requião, senador pelo PMDB do Paraná, é um dos críticos da atual política econômica, iniciada no governo Dilma e que continua com Temer. Ele defende que Dilma declare abertamente que, caso volte ao poder, retomará o programa de governo com o qual foi eleita e 2014.

Além disso, Dilma deve se comprometer a realizar um plebiscito para que a população diga se o mandato dela deve continuar ou se devem haver novas eleições.

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