Na última sexta, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, estendeu o prazo para #Dilma Rousseff apresentar sua defesa sobre possíveis irregularidades nas contas do Governo Federal de 2015. A defesa da presidente, afastada por conta do processo de impeachment, anteriormente programada para o domingo, 24 de julho, terá que acontecer em, no máximo, 30 dias.

O prazo adicional começará a ter validade a partir do momento da entrega da notificação do Tribunal, possivelmente na segunda que vem.

No último mês de junho, houve, por parte do TCU, a aprovação unânime do relatório do ministro José Múcio, no qual haviam indícios de irregularidades em contas de Dilma.

Ao todo, são 23 casos suspeitos, 18 deles na área técnica e os cinco restantes em casos listados pelo Ministério Público.

Entre as possíveis irregularidades, aquela, que chama mais a atenção, seria uma provável reedição de atrasos de repasse de recursos a bancos federais para o pagamento de contas públicas, as denominadas "pedaladas fiscais".

"Do mesmo modo que ocorreu ano passado, foram identificados indícios de irregularidades na gestão orçamentária e financeira e possíveis distorções nas informações contábeis e de desempenho", explicou Monteiro ao G1 neste sábado.

As "pedaladas" ocorreram, anteriormente, em 2014. Na ocasião, o governo praticamente obrigou a Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), dentre outros bancos estatais, a haver o financiamento das ações com recursos próprios.

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Segundo o TCU, essas práticas configuram um empréstimo, algo proibido pela Lei da Responsabilidade Fiscal, além de ser uma forma de "maquiar" a real situação financeira do mandato Dilma Rousseff.

José Múcio Monteiro também aponta uma demora do Governo Federal para quitar os pagamentos de dívidas junto aos bancos. Uma delas seriam quase R$ 11 bilhões, consequentes de atrasos de repasses do Banco do Brasil ao Plano Safra. O acerto do débito, em 2015, estava programado para ocorrer a partir de 1º de janeiro, mas só começou a ser feito em abril, durando até o final de dezembro.

A palavra final sobre as contas do Governo Dilma cabe ao Congresso Nacional. O relatório do TCU pode o não ser seguido pelos parlamentares. #Corrupção #Crise econômica