O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA - realizou um levantamento que foi divulgado no dia 20, apresentando a queda na renda mensal familiar, ou seja, a crise tem afetado o mercado de trabalho e, por consequência, o impacto é sentido na renda familiar, principalmente os trabalhadores com baixa remuneração.

Os trabalhadores que recebem menos de um salário mínimo chegaram a 9% nesse trimestre, que foi encerrado no mês de junho. Isso ocorre porque os trabalhadores tentam se recolocar no mercado e não há vagas suficientes, logo, aceitam propostas com salários menores.

José Ronaldo de Souza Júnior, Coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura na Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do IPEA, declara que essas pessoas não têm a proteção de sindicado ou amparo da lei ou qualquer outra proteção, e que não ganham nem um salário mínimo, na maioria dos casos, eles ficam no limite da lei trabalhista.

José Ronaldo ainda diz que “a crise se espalhou muito forte e os maiores prejudicados são eles, por estarem em situação vulnerável”.

Pode parecer estranho, mas a renda dos trabalhadores que recebem um salário mais alto subiu 2,38% no mesmo período, segundo o estudo de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, feito pelo IBGE.

O aumento ocorreu porque o mercado necessitou de pessoas mais especializadas e, para atrair o trabalhador, ofereceu um pouco mais, fazendo com que aumentasse a renda familiar dos trabalhadores com altos salários.

A pesquisa concluiu que a renda de todos, somando os de baixa renda e altos salários, tive um recuo de 4,2% nesse segundo trimestre, se comparado ao mesmo período de 2015.

A consequência disso é um coeficiente dos rendimentos do trabalho, que saltou de 0,487 no trimestre do ano passado para 0,490 nesse trimestre.

Isso significa que, quanto mais perto do 0, ou seja, quanto menor o número, mais perto da igualdade, "caso esse coeficiente aumente, ficando cada vez mais próximo do número 1, mais desigualdade representa", considerou Jose Ronaldo.

Ainda ressalta que o coeficiente Gini, que é usado para medir o rendimento do trabalho, não pode ser considerado fator para medir melhora ou piora na desigualdade, ainda mais no momento em que muitas famílias perderam o emprego e esse coeficiente não mostra a desigualdade que existe no país.

A situação só deve começar a melhorar ano que vem,uma vez queanalistas indicam pequeno crescimento de cerca de 1,25% em 2017.

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